Long Distance Caioba!

Seis Irons e um destino, Long Distance Caioba!

Crônica por Witney Moriyama Jr.

Inscrições feitas, malas prontas, bikes revisadas e hotel reservado, nossa história para Caiobá 2013 começou na sexta a noite.

Nosso plano inicial seria, eu (Witney), Clodoaldo, Otávio e Gustavo ir com o novo e espaçoso carro do Clodoaldo, colocando três bikes em cima e uma dentro do porta-malas; mas na hora de instalarmos as calhas, nenhuma delas tinha as medidas compatíveis com o rack, então “reprogramamos” (lições do psicólogo Rafa Dutra) e decidimos ir com dois carros.

Os quatro mais humildes foram de carro enquanto que “as bonecas”, rsrsrsr….. Marcio e Du de avião… Saímos todos de casa no Sábado de manhã, praticamente no mesmo horário, e nós viajando de carro chegamos ao hotel nada menos que 10 minutos antes do Marcio e o Du que foram de avião…rs, é mole?

A viagem foi tranqüila, apesar da chuva o tempo todo, Gus e Tatá mandaram muito bem ao volante, garantindo uma excelente viagem. Estávamos torcendo pelo acerto da previsão de tempo, Domingo sem chuva, céu encoberto, temperatura máxima de 22°C e pouco vento, condições ideais para uma prova.

Fizemos Check-in no Praia Mansa Caioba hotel, a 500m do local da prova, nos instalamos em três apartamentos, dois atletas por quarto: os da elite Du e Marcio no 209, Tatá e Gus no 203, eu e Clodoaldo no 201. Sugeriram que o Clodoaldo ficasse no mesmo quarto que eu, sabendo que eu ronco demais, e que o Clodoaldo é surdo de um dos ouvidos…rs.

O Clodoaldo achou a sugestão legal, mas não imaginava que meu ronco era tão intenso… e no dia seguinte acordou surdo do outro ouvido também, rs.

Já instalados fomos almoçar no centro da cidade, paramos no mercado para comprar água e comida, e em seguida pegar o kit da prova. Caiobá é uma pequena cidade de veraneio muito simpática localizada no litoral paranaense que vale a pena conhecer, cidade simples, porém com um ambiente muito agradável.

De volta para o hotel, cada um foi arrumar as coisas para a prova e aproveitar para descansar um pouco. Sábado as 19h30 saímos para jantar num rodízio de massas. Estava lotado de atletas, pizzas de sobra, mas espaguete que é bom nada, a disputa entre as mesas pelo espaguete era grande. Eu e o Clodoaldo não dispensamos as batatas fritas, lasanha aos cinco queijos, pizzas etc… os mais comedidos ficaram somente nas massas.

Bem abastecidos de carboidratos e tudo mais, andamos até a praia para fazer digestão antes de dormir, aproveitamos para tirar esta inesquecível foto na praia mansa: seis Irons e um destino!

Da esq. para dir.: Eduardo Coimbra, Otávio Lazzuri, Gustavo Velozo, Marcio Bernardo, Witney Moriyama e Clodoaldo Oliveira.

Acordamos as 05h40 e em seguida fomos pro café da manhã.

Sentamos com o grande e veterano atleta Joachim Doeding e aprendemos mais uma: depois de ver o Marcio preparando o coquetel de suplementos o Joachim pergunta ao Marcio; conhece a sigla americana KIS? – O que é? – “Keep It Simple” rs.

O Joachim além de ser um grande atleta mostrou que é uma pessoa humilde.

Saímos do hotel as 06h50 e chegamos na transição as 07h00. A largada da prova seria as 08h00, mas a organização havia mudado, um dia antes, para 07h45. Porém tivemos tempo suficiente para deixar tudo arrumado para as transições, vestir a roupa de borracha e ir para largada.

O tempo estava excelente, conforme a previsão do Climatempo, temperatura entre 17 a 22°C, céu encoberto, sem chuva e sem vento.

Na praia mansa, local de largada, ficou visível que a primeira boia estava muito perto e dava impressão que o percurso seria menor. A natação foi de duas voltas, sentido anti-horário, passando por duas boias e uma pequena corrida na areia da praia entre as voltas. O mar estava calmo e a natação prometia ser legal também. Já na primeira boia o tumulto dos atletas fazendo o contorno era grande, mas na segunda volta, todos foram se espaçando e o nado foi um pouco mais tranqüilo.

O Márcio saiu na frente, seguido por mim, depois Clodoaldo, Otávio, Du e Gus

Logo na saída da Bike ainda perto da transição, um atleta se chocou comigo e quase cai, mas continuei a prova.

O animal do Clodoaldo, muito forte no pedal, logo me alcançou, tentei segui-lo por alguns minutos, mas vi que não dava e continuei no meu ritmo. O percurso da bike é um pouco menor que os tradicionais 90Km, com aproximadamente 81km. A primeira volta consegui fazer com uma média pouco superior a 36Km/h. o percurso estava fantástico, com asfalto muito limpo e quase totalmente plano, cercado de vegetação dos dois lados e com pouco vento na primeira volta. Tentei manter um bom ritmo na bike para não quebrar na corrida, porém um pedal forte o suficiente para superar meu resultado do ano anterior.

Pedalei bem a prova toda, mas sempre encaixotado no meio de pelotão, a pista é estreita e o grande número de atletas faz com que fique difícil achar espaço para pedalar respeitando os 7 metros de distância entre as bikes, como pede o regulamento da prova. Não cheguei a ser penalizado, mesmo porque seria injusto, pois eu não estava me prevalecendo de vácuo. Foi chato, mas por duas vezes o fiscal me chamou a atenção por eu estar muito perto da bike da frente. Este ano a fiscalização da prova atuou com muito rigor e segundo dados da Mundotri foram 107 penalizações com acréscimo de 8 minutos no tempo total e 51 atletas desclassificados por terem sido identificados no vácuo por mais de uma vez. Na segunda volta o vento aumentou no sentido do retorno para transição, fazendo com que minha velocidade média caísse um pouco. Já quase na transição, faltando uns 3km, escuto um grito forte… ESQUERDA, ESQUERDA…rs, era o Du chegando para me passar… Mas como sempre, “cachorro não larga o osso”, apertei também e o busquei novamente gritando para ele: ESQUERDA, ESQUERDA, rs indo assim até o final numa chegada histórica, eu e o Du entregamos a bike juntos!

O Tatá tentou me buscar na Bike, mas a distância entre nós se manteve constante e ele chegou à transição apenas alguns minutos depois.

Na transição para a corrida o Du foi mais rápido e saiu 30 segundos na minha frente.

Comecei a correr, procurando nos primeiros quilômetros, me adaptar e focar na técnica e mecânica do corpo do que com o tempo, mas o ritmo se encaixou desde o primeiro Km de maneira bastante uniforme e constante, próximo a 4’50”/Km, que mantive até o final da prova.

O Tatá não demorou a me passar na corrida logo na primeira volta, passou também o Du que se manteve na minha frente por pouco mais de um minuto e o Tatá que continuou abrindo cada vez mais, num ritmo alucinante, fechando os 21Km de corrida em 1h27. Vê se pode? Um tempo deste para quem estava com gripe, dor de garganta e febre antes de largar.

Fiquei triste e muito preocupado quando o Tatá passou por mim e disse que o Clodoaldo havia caído da Bike, mas não tinha notícias do estado dele.

Durante toda a corrida, procurei pelo Marcio, pois tinha rolado uma aposta de que ele não daria uma volta em mim, rs, quando procurei e não o encontrei, imaginei que tivesse parado, e foi isso que havia acontecido, ele teve o pneu da bike rasgado e abandonou a prova. Foi uma pena o Marcio ter abandonado, pois pelos meus cálculos ele não me pegaria desta vez…vai ficar pra próxima!

O Gus vinha logo atrás correndo muito forte, mantendo uma diferença constante entre a gente, e estava muito bem na prova.

Minha chegada foi sensacional, curti a prova toda, dei e fiz o que tinha de melhor e acabei inteiro, fazendo uma belíssima prova!

Meu melhor tempo/resultado numa prova de long distance: 4h23’25”.

  • Natação a 1min26seg/100m
  • Bike para 35,6 km/h de média
  • Meia maratona para 1h40
  • Primeira transição em 2’16” e segunda em 1’30”.

Foi só vestir a camiseta de finisher, colocar a medalha no peito e comemorar……Uhhuu!!

Parabéns a todos os amigos pela prova:

  • Animal do Tatá mesmo estando “zoado”……4h11;
  • O fortaleza Eduardo Coimbra……………………4h21;
  • Grande Gus superou o objetivo…………………4h40.

Marcio e Clodoaldo, “dois feras”, não completaram a prova desta vez, mas mostraram uma grande energia positiva a todos nós lá em Caioba.

Meu obrigado a todos,

Minha grande mulher Rosana, meus queridos filhos Heidi, Winnie e Hiro. Aos amigos e parentes. Ao Enzo Amato pelos treinos, Vanessa Pimentel pela Nutrição e Rafa Dutra pelo suporte pscicológico.

Maratón de Buenos Aires 2011.

Mejor marca personal con sólo 2 días de entrenamiento por semana!

Por José Eduardo O. Coimbra

Após o Ironman passo por um período de férias de vários meses. Dedico-me quase que exclusivamente à família, tento compensar as ausências dos grandes períodos de treinamento e preparação para essa prova. Além disso, sinto que preciso de uma longa recuperação física e, principalmente, emocional.

É claro, não fico paradão 100%. Treino com os amigos, acompanho uns e outros em suas jornadas, faço algumas coisas diferentes das quais tenho saudades (Ah, mas também deixo de fazer as coisas das quais não tenho saudades, por exemplo, natação).

Mas, como ninguém é de ferro, uma provinha ou outra pra manter a motivação está valendo. Nesse ano pensei, pensei, pensei e resolvi fazer a Maratona de Buenos Aires. “Pertinho” de casa, um final de semana romântico com a minha esposa, beleza, dá pra encarar!

Para tanto, estabeleci algumas condições de contorno:

  1. Nenhum compromisso obcecado com planilha;
  2. Não priorizar um treino em detrimento de um compromisso social, principalmente familiar;
  3. Treinos de corrida focados em qualidade e descanso;
  4. Apenas dois treinos de corrida por semana ( outros dois de bike c/ musculação );
  5. Os treinos longos sempre acima de 25km (são deles que eu gosto e que me dão grande prazer);
  6. Foco no resultado, objetivo com recorde pessoal: 3h 30min.

A princípio parece que há uma grande contradição aí: obter um recorde pessoal arrojado (o anterior era 3h50min) treinando apenas duas vezes por semana e sem priorização dos tais treinamentos?

Resolvi tentar e elaborei um plano de treinamento dividido em duas partes. Uma para os treinos longos e a outra para os de velocidade – período total de 10 semanas. Resumidamente fiz o seguinte: para os longos, sempre que aumentava a quilometragem o primeiro treino era feito a uma velocidade bem abaixo da desejada na prova, o treino seguinte da mesma quilometragem era realizado em um ritmo o mais próximo possível do da prova (limitado a 78% da FcMáx) até o treino de quilometragem máxima (35km). A partir daí todos os longões seriam feitos em ritmo de prova (5min/km ou a 78% da FCMáx).

O detalhamento (entre parênteses os valores reais):

Treinos longos aos domingo:

  1. 25km ( 5:40min/km );
  2. 28km ( 6min/km )
  3. 28km ( 5:40min/km );
  4. 30km ( 6min/km );
  5. 30km ( 5:20min/km );
  6. 33km ( 6min/km ) Na altitude de Poços de Caldas- MG;
  7. 35km ( 6min/km ) Em São Caetano com meu amigo Witney;
  8. 33km ( 5:08min/km );
  9. 30km ( 5:03min/km );
  10. 20km ( 6:10min/km )
  11. Maratona de Buenos Aires

Pode parecer um exagero, mas de tudo o que faço no esporte, o que me dá mais prazer são os treinos longos de corrida. Faço sem peso na consciência e ponto. Se tiver que pagar um preço alto por isso… assumo!

Treinos de velocidade nas quartas-feiras:

OBS: Dei o nome de Matriz Progressiva – coisa de Engenheiro rs rs rs rs   (em esteira, com variação de inclinação e velocidade). Até a semana 6 a matriz foi progressiva no volume e na inclinação da esteira, após, progressiva na velocidade (com diminuição na inclinação e no volume).

  1. 5x1000m
  2. 6x1000m
  3. 3x2000m
  4. 4x2000m
  5. 2x3000m
  6. 3x3000m
  7. 4x2000m
  8. 4x2000m
  9. 3x2000m
  10. 4x500m
  11. Maratona de Buenos Aires

A semana 7 foi a única que fiz um terceiro dia de treino, numa sexta-feira, treino de ritmo: 2km de aquecimento, 8km a 4:12min/km e 2km de desaquecimento. Como se fosse um vestibular (rs), queria medir meu desempenho até a data, o comportamento da minha frequência cardíaca, o acúmulo de lactato, etc.

Prontinho! Tudo feito do jeitinho que foi descrito acima. Ganhei muita confiança nas últimas semanas. Fiz os dois últimos longões em ritmo de prova e a frequência cardíaca permaneceu abaixo daquela estipulada, pensei comigo: “CARACA, TÁ DANDO CERTO, MINHA ESTRATÉGIA ESTÁ FUNCIONANDO, MINHA PERFORMANCE MELHOROU LENTA E PROGRESSIVAMENTE, MARAVILHA, TÔ NA PROVA!!!!!” Minha única dúvida estava por conta da temperatura local ambiente no dia “D”. No calor meu “radiador” ferve e eu perco muita performance.

Guarulhos, 04:30h da manhã:

– “Mis hermanos de Buenos Aires … estoy llegando !!!!!

Pronto para queimar o asfalto

As 10:40h eu estava entrando no hotel. Deixamos as bagagens, encontrei meu amigo Witney e esposa e fomos conhecer a cidade. Andamos, ida e volta até a arena de retirada do kit, uns 5km.

Sergio e Witney, literalmente se achando!

 

 

 

Witney e Sergio usando “GPS” (os braços já estão ficando curtos, rs rs rs)

Paramos no meio do caminho, lá pelas 16h num rodízio de massas. Vale a observação: um boi não come macarrão mas se o fizesse teria comido bem menos do que nós rs rs rs.

Almoço com as estrelas – rodízio de massas, aqui a maratona era outra!

A cidade realmente é linda, seus monumentos e sua arquitetura são espetaculares. O ponto negativo se deve à relativa inoperância do estado em conservar tudo aquilo… dá dó do nível de deterioração daquele patrimônio todo, você fica dividido entre a maravilha e a indignação, os sentimentos se misturam constantemente, não há como dissociar um do outro. Algo muito parecido com o que acontece aqui, porém o prejuízo cultural é maior lá, com certeza.

Acordei 03h45min, fiz a barba – como de praxe – preparei minha alimentação e saímos.

Aí tivemos o momento mais tenso do dia… ônibus, taxi ou trem? Optamos por sair mais cedo e pegar um ônibus, a princípio mais garantido, pois havia o risco dos taxistas sumirem as 06h da manhã tamanha a demanda.

Fomos então à busca do famosíssimo coletivo 152. Garoa forte, frio, queixo batendo, lá vem o 152. Entramos e nos sentimos em casa…

– Estamos na prova!

Nesse momento o  Sergião ( nosso “GPS” analógico ) teve a gloriosa iniciativa de trocar algumas palavras em bom português com o motorista, este nos informou que estávamos no sentido errado, queríamos ir para “Santana” e estávamos indo para o “Jabaquara”.

– Que merda!!!!!! Desce, desce, desce!!!!!

Perguntei:

– Sergião, vc tem certeza? Não é um trote do Portenho?

Descemos do coletivo e atravessamos a praça, 06:15 da matina e já havíamos perdido preciosos minutos.

-Cadê o 152 sentido “Santana”?

Deus ajudou e logo veio o majestoso 152, novamente. Que maravilha, voltamos para a prova! Era portunhol para tudo quanto era lado para garantir que o sentido da viagem, desta feita, estava correto. O motorista já estava com os miúdos cheios de tanto que o Sergião perguntava se estávamos certo, quanto tempo faltava, etc, etc, etc.

Após 20 minutos de viagem nenhum maratonista avistado na rua ou entrando no nosso coletivo… Hummm.

– Kct, estamos na roça, se esse motorista não tiver entendendo o Sergião, não voltamos mais, nem de taxi!

Já eram 6:50h e nada de chegar ( largada as 7:30h ). Foi quando um passageiro, Colombiano, Paraguaio, Guarani, ou coisa que o valha, viu meu número no peito e perguntou:

– Maratón?

Pronto! Gelei! Fui logo olhando para os pés da fera “indígena” pra saber se ele tinha algum viés de atleta, no caso maratonista… Decepção, ele calçava um “Rainha” Classic todo arregaçado e sem cadarço.

– Aaaaaaiiii meu Deus!!!!!! Pensei…

Ele disse:

– Es por aquí, y puede ir directamente por este camino!

E agora… em quem acreditar, no motorista que falou que ainda faltava uns 10 minutos de viagem, ou no Guarani que disse que era ali?

O ônibus parou, olhamos uns para os outros e… “Minha mãe mandou bater nesse daqui, mas como eu sou teimoso vou acreditar no… Guarani!”

Descemos!!!!!

Andamos, andamos, andamos, 07:05h e absolutamente nenhum sinal de maratona, nenhuma rua fechada, nenhum atleta na rua, ninguém brigando por vaga para estacionar, nenhum flanelinha, nada de som com locutor frenético, nada, nada, nada!

Bateu aquela culpa… confiamos no Guarani!!!!!  E o motorista do ônibus está nos procurando até agora:

– Dónde están los tres brasileños que me demonizan hasta ahora?

Apertamos o passo e chegamos numa avenida bem movimentada, perguntamos para um porteiro de prédio onde era a tal maratona, ele:

-Maratón?????

O pior não foi a cara de interrogação, mas sim o olhar dele bem lentamente para os dois sentidos da avenida também procurando a tal maratona.

-Minha nossa Senhora!!!! Exclamei.

Não é possível, será que eu cheguei até aqui e vou “morrer” na praia?

Foi então que Deus ajudou de novo. Apareceu do nada um rapaz, ligeiramente barrigudo, alto, com um shorts comprido quase na altura dos joelhos mas, acreditem,  usando um tênis bom, de marca,  pensei: será?

Nessa hora (do desespero) foram os três pra cima dele:

– Maratón? Maratón?, Maratón? Maratón? (agora todo mundo já falava espanhol, nem que fosse uma única palavra: MARATÓN ). Estão rindo?  A necessidade é a mãe da criatividade, mais um pouquinho e eu já estava falando japonês.

O tal Eduardo, meu xará, jornalista do Clarin, estava indo para a sua primeira maratona, também atrasado graças a Deus:

– Síganme! Conozco un atajo!

Maravilha! Estou na prova pela terceira, ou quarta vez, sei lá. Esse cara deve ter caído do céu, não é possível.

Pra encurtar essa história, depois de dois motoristas de ônibus, um dono de banca de jornal, um porteiro, um jornalista e um inesquecível Guarani, as 07h e 28min chegamos no “trem” de largada. Ufa! Mas com um problemão: minha bexiga estava cheia e eu já havia decidido que o tal lastro seria carregado até onde fosse possível. E o foi até o final da prova, não sei como…

Aquecido eu já estava, perdi o Witney e o Sergião que foram procurar um guarda-volumes. Pensei:

– Como será “guarda-volumes” em espanhol??? Essa parte eu perdi! rs rs rs

A MARATONA

Já saí feliz, estava ali e o resto era comigo. Não dependia mais do meu “amigo” Guarani. Ritmo encaixado e a estratégia definida sendo colocada em prática. Meu planejamento era fazer uma boa meia maratona, sentindo a prova e as reações do meu corpo. E assim foi, fechei a meia em 1h44min, tranquilo, com minha frequência cardíaca estabilizada e a alimentação indo muito bem obrigado.

A prova é muito bonita, gostosa, e possível de ser curtida. Passamos por vários pontos turísticos: Centro Velho, Casa Rosada, La Bombonera, Puerto Madero e outros. Muita gente nas ruas incentivando os atletas e muitos atletas brasileiros.  A organização da prova foi excelente, os postos de hidratação bem distribuídos, os voluntários muito simpáticos e tudo funcionando direitinho.

Minha confiança foi aumentando bastante na segunda metade da prova. Passando pelo km 30 pintou aquela certeza de que meu recorde pessoal viria e possivelmente conforme eu idealizei: 3h30min.

Em provas de endurance esse momento é muito importante para mim. É nele que eu consigo sentir a razão sublime do esporte na minha vida. Há uma conjunção entre felicidade, amor, saúde, amigos, família e Deus, não consigo explicar, é uma sensação que só o esporte pode me dar. Não penso em dor, em cansaço, mas sim na minha capacidade de realizar aquilo. A emoção ali é maior do que aquela da linha de chegada, é a emoção grandiosa da vitória sem que eu ainda tenha chegado a ela. Quanto ao choro… vou pular essa parte!

O final se aproxima, km 38 e estou quase um minuto adiantado. Pace mantido, vantagem também mantida. Linha derradeira à vista… fim de mais um desafio. Maratona de Buenos Aires cravada rigorosamente conforme planejado, tempo oficial: 3h:29min:02s (4:57min/km).

Fiquei muito feliz, não só pelo resultado, mas  pela comprovação de que o protocolo que estabeleci nas dez semanas que antecederam a prova deu certo. Fiz exatamente o que treinei para fazer e hoje eu sou capaz de afirmar que é possível realizar uma maratona bem feita com apenas dois treinos de corrida por semana, mas, não posso deixar de considerar que a maturidade atlética de cada indivíduo tem um peso muito importante.

Fim de prova!!!!

Finalmente, tenho que agradecer a uma pessoa muito bacana (deixa-me ativar aqui a tecla Caps Lock ): MEU COACH E AMIGO ENZO!!!! Ele não elaborou meus treinamentos, não acompanhou minha planilha, não treinou do meu lado como das outras vezes, mas esteve bastante presente com os seus infindáveis ensinamentos transmitidos nos últimos 3 anos de preparação conjunta para as provas de Ironman. Ele me ensinou a respeitar o meu corpo, a valorizar o descanso, a treinar com qualidade e sabedoria, a controlar as emoções e a dignificar nosso esporte. Se eu acertei o alvo foi porque ele me ajudou na mira. Valeu Professor!!!!!!!!!!

Não posso deixar de agradecer, também, ao meu Amor, à minha bailarina, à minha corredora de média distância… à minha ESPOSA ANGELA. Eu não sou fácil! Testo a paciência dela todos os dias, mas mesmo assim ela me acompanha e me tolera. Beijos AMOR!!!!!

Como estamos falando em mira, tenho que ser honesto ( tecla Caps Lock de novo ) , pelo sim, pelo não, tenho que agradecer a colaboração do nosso amigo GUARANI.  Valeu! Acertamos o alvo (a largada) em dois minutos, nooooossa!!!!!!

Muchas gracias señor Guaraní Porteño!  Hasta la próxima!!!!!

José Eduardo O. Coimbra

Provas de Cross Triathlon , ou Triathlon Off Road são sim uma boa!

Leia o relato de como foi a primeira prova de triathlon fora de estrada do Otavio e Witney.

Por Otavio Lazzuri.

Ontem fiz minha primeira competição nesses moldes, foi no 3XTERRA que aconteceu no Hotel Fazenda Duas Marias, em Jaguariuna – SP. A primeira impressão do local foi ótima, um belo Hotel Fazenda, com um lago muito limpo, um bom lugar para transição, bom café da manhã, banheiros e vestiários limpos. Tudo muito bom!

Saímos Witney e eu às 04-40 da manhã, rumo a Jaguariuna. Chegamos cedo, por volta de 7-00h. O local ainda estava vazio e logo pensamos: Será que vem muita gente na nossa categoria?? Vamos levar um troféu pra casa!

Grande engano, o tempo foi passando e os competidores foram chegando, quando vimos todo mundo, logo o objetivo mudou “um pouco” e passou a ser, não chegar em último, pois ali de bobo mesmo, só nós dois. Lá encontramos com dois amigos do Witney que fazem esse tipo de prova há tempos, e nos deram dicas valiosas, encontramos também o atleta infinito Kubiak.

Muitos Ironmans, muitos atletas de XTERRA, com suas super bikes e histórias de outras provas. E nós com meros 30km rodados com os “tratores” na terra, completamente iniciantes. Não sabíamos nem quantas libras colocar nos pneus.

Pegamos o Chip e a camiseta do kit (manga longa, de qualidade média). E fomos pra água.

Pisada na bola da organização, atrasou a largada em 25 minutos para esperar uma equipe que teve um percalço no caminho, mas nada que atrapalhasse, ficamos na água batendo papo com amigos e outros atletas, sempre com ótimas histórias.

Dada a largada, saímos para uma natação tranqüila até a primeira bóia, onde o pessoal se espremeu muito, gerando algumas trombadas coletivas. O percurso deveria ter pouco mais de 750mts. Incrivelmente saímos os 4 juntos da água: eu, Witney, Lucas e Adriano, os dois amigos citados lá em cima.

O Lucas, por ter nadado sem roupa de borracha saiu na frente e logo se distanciou, e com seu pedal forte, colocou mais de 10 minutos em nos três nessa modalidade. Saí na cola do Adriano e o Witney vinha logo atrás. Após a primeira descida na estrada de chão e muita pedra solta, uma curva brusca para a esquerda e a inexperiência me pegou, errei a marcha e: CHÃO! O Adriano já me deixou pra trás ali mesmo.

Fiquei mais esperto nas tomadas de curva, havia muita pedra solta, nas poucas partes planas tentava fazer bastante força, aumentando a velocidade, mas logo vinham as subidas e muita areia (areião) fofa, mas muita mesmo. Em um determinado ponto, havia um atleta na minha frente, estávamos subindo na marcha mais leve possível, no topo da subida eu o vi saltando da bike e correndo com ela nas costas, muita areia, não dava pra pedalar e fiz o mesmo.

Foram duas voltas de 11km, com muita subida, descida, pedras soltas e areia fofa, muito calor e pra ajudar um vento bastante forte (se fosse prova de estrada iríamos sofrer demais com o vento!!!)

Achei ótimo que foram duas voltas, pois na segunda consegui fazer 3 minutos mais rápido, já sabia o que me esperava depois de cada curva em descida e consegui desenvolver mais.

A corrida foi tranqüila: 5,6km sem muita dificuldade, apenas duas subidas mais fortes, uma de uns 600mts e uma de 900mts.

Tempos não oficiais:

Natação –     15’-30’’

Bike  –       1-15’-00

Corrida  –      23’-50’’

Total com transições: 1h58m00

Notas: A bike faz toda a diferença nesse tipo de prova, diferente do ciclismo de estrada onde a “pilotagem” não conta quase nada, apenas técnica de pedalada e força; no MTB a pilotagem conta e muito, tem que aliar a técnica de pedalada, técnica de pilotagem e força, muita força!

Opinião: vale muito a pena esse tipo de prova, a organização foi muito boa para uma prova de pequeno porte, excelente nível de atletas, ótimo custo-benefício e lugar apropriado para a realização desse tipo de evento.

Agora é treinar muito para o XTERRA Ilha Bela, considerado por muitos ali, como a prova com mais alto grau de dificuldade no circuito de Triathlon Off Road do país.

Missão dada é missão cumprida!

Ironman Brasil 2011, como foi a 1ª vez para o Witney.

Por Witney Moriyama Jr.

Estou muito feliz por ter me tornado no dia 29 de maio de 2011 as 19:02h em Floripa, SC, um Ironman, com tempo de 12 horas cravadas, exatamente como a meta havia sido estabelecida.

Agradeço a todos que fizeram parte disto, meu treinador Enzo Amato, o psicólogo Rafa Dutra, a nutricionista Vanessa Pimentel, meus colegas de treinos, Eduardo Coimbra, Clodoaldo, Otavio, Marcio Bernardo, Eduardo Prunonosa e Evandro, minha esposa Rosana, que sempre me apoiou, ajudou e teve muita paciência e compreensão, meus filhos que sempre me motivaram, meus pais, irmãs e parentes, e também todos aqueles amigos que me incentivaram e torceram por mim, em especial meus grandes amigos Haroldo Arcuri que me estimulou a iniciar no Triathlon e ao Sergio Dias da Silva que me incentivou a correr, ambos foram parceirões de muitos treinos e provas.

Após uma semana de dura dieta de depleção de glicogênio, passando um pouco de fome, dores musculares e com mal humor, completei a viajem de carro, chegando em Floripa com a família na quinta feira.

Casa alugada e confortável, ficamos bem instalados e fui ainda na quinta-feira pegar meu KIT e dar uma passada na EXPO.

Ainda na quinta-feira tive a oportunidade de me encontrar com o Enzo, Otavio e o Pitton que havia levado minha Bike para Floripa.

Na sexta feira eu andei um pouco com a Bike para testar e estava tudo Ok, sem precisar de nenhum ajuste. Peguei meu check–list que havia preparado, juntamente com o “mapa da prova” e iniciei a arrumação detalhada de todas as sacolas para a prova, revisando todos os detalhes.

Seguindo as orientações do treinador, fiquei estes 3 dias que antecederam a prova, descansando, sem treinar, seguindo a dieta da Vanessa carregada em carboidratos e me concentrando seguindo orientações do Rafa.

Sábado antes de ir dormir, com tudo pronto, eu fiquei conversando bastante tempo com o Rafa, estava bastante ansioso e pouca vontade de dormir. Mas enfim fui para cama as 23:30h e acordei as 03:30h no primeiro toque do despertador. Iniciei de forma concentrada meu dia, tomando meu hormônio logo cedo, consegui ir ao banheiro e fiquei garantido na prova. Fiz a barba para sair bem nas fotos, me troquei, peguei as caramanholas, lanches e a sacola da natação e as 4:45hs sai de casa.

Cheguei na transição para marcação dos atletas as 05:00h, entreguei minha sacola de “special needs”, coloquei as caramanholas na bike, chequei a pressão dos pneus, zerei o velocímetro e fui para o vestiário me trocar. Tudo estava muito bem organizado, com um bom atendimento dos staffs e orientado pelo treinador, agradeci a todos eles durante toda a prova.

Sai do vestiário as 06:20, ainda estava escuro lá fora e a temperatura de 12ºC, encontrei toda família e amigos. Neste momento já começaram os abraços da família de boa sorte e os momentos de choros de emoção que foram vários durante todas as 12hs de prova.

Witney, Edu, Otavio, Enzo, Clodoaldo e Marcio.

Tivemos que andar um pouco na areia da praia até a área de largada dos atletas que fechava as 06:50hs; abraços de boa sorte nos amigos, algumas lágrimas nos olhos de emoção, dediquei os últimos 10 minutos para concentração….olhei para o céu, me concentrei na respiração, e 2 minutos antes da largada o sol nasceu parece que de forma combinada com a organização da prova.

Exatamente as 7h foi dada a largada, muita gente na água e estava difícil achar espaço livre para nadar, tinha sempre alguém bloqueando, sem falar nas cotoveladas e trombadas. A água estava muito boa, limpa e “quentinha”, pelo menos pra mim parece que estava…rs, vi gente reclamando que estava fria…rs.

Mais de 1800 atletas ao mar as 7 da manhã.

Na ultima etapa da natação, a maré estava puxando bem e as ondas estavam bem agitadas e pouco antes de terminar o nado, ainda dentro da água ia nadando e pensando na seqüência que iria fazer na transição para a bike.

Sai da água em 1h e 7 minutos, bem posicionado e na frente de muita gente, sai gritando de alegria, cumprimentei e beijei todos da família e corri para a transição. Fiz uma transição bem detalhada e com clama para não esquecer nenhum detalhe importante, pois seria uma etapa muito longa de 180 km.

Antes de sair com a bike, abracei e beijei todos da família novamente, acho que para garantir uma “boa sorte” e para comemorar mais uma etapa realizada.

A primeira volta da Bike foi um pouco mais fácil, não estava ventando muito e minha média estava em 31,2Km/h. Consegui me alimentar exatamente a cada meia hora nas quantidades certas e acho que me hidratei demais, pois tive que parar duas vezes para ir ao banheiro. Na segunda volta estava ventando muito e minha média de velocidade baixou muito. O cansaço de pedalar começou e para piorar, na última cápsula de sal que tomei, junto com o “Power” da Vanessa, me estragou o estômago, comecei a sentir enjôos e vontade de vomitar. Nos últimos 20 km da bike, e de mal com o selim, eu já estava pedindo para acabar logo a bike e começar a corrida.

Graças a Deus, minha maior preocupação com a prova acabou quando conclui a etapa da bike, pois mesmo sentindo desconforto na segunda volta, não aconteceu nem de furar um pneu…

Entreguei a bike para o pessoal da organização da prova que iria guardá-la…é show de bola isto né?…..e fui para a transição, peguei minha sacola com as coisas de corrida, me abasteci com géis de carboidrato, docinho de abóbora, coloquei o tênis e sai para correr.

Novamente na saída eu comemorei muito, abracei e beijei a família toda e fui correr meus 42 Km de maratona. Logo no início, vi meu nome escrito por duas vezes na rua e sabia que alguém da família tinha feito isto, muito legal, deu mais ânimo para correr…

Nos primeiros quilômetros de maratona, meu ritmo de corrida estava em torno de 6:15 minutos por quilômetro, eu tentei aumentar um pouco a velocidade depois do quinto quilômetro mas não consegui…..foi neste momento que eu lembrei das dicas e principalmente do Edu que dizia…faça a prova com sabedoria e não tente lutar contra a natureza, mas faça parte dela….curta a prova!

Outro fator que me ajudou muito foi ter corrido a maratona toda com um amigo que conheci na prova, Marcos, coronel do exército que me disse que queria correr junto porquê ele nunca tinha corrido uma maratona antes e estava preocupado em manter o ritmo. Fomos juntos durante a maratona toda…

Companhia durante a maratona, Coronel e Witney.

E eu também não estava muito bem do estômago e fui me alimentando com cuidado, pois mesmo enjoado, precisava comer senão não iria conseguir fazer a maratona. A pepsi que foi dada durante a prova me ajudou bastante e parece que fez bem ao meu estômago. Consegui comer bolacha e bolo oferecidos durante a maratona, tomar um gel de carboidrato e comer um docinho de abóbora.

Na maratona foi a hora que o tamanho desta prova mais pesou mesmo, teve vários momentos em que eu tive vontade de parar…..as vezes eu me perguntava: o que que eu estou fazendo aqui? Então eu mesmo me respondia……estou realizando um sonho……….e lembrava da confiança que o Rafa dizia, de todos os treinos que realizamos e do que eu já fora capaz de fazer.

Na última volta da maratona, já estava totalmente escuro, tive que manter uma alta concentração para não parar e continuar correndo no meu ritmo. Teve alguns momentos que olhava para o relógio e pensava em apertar um pouco o ritmo para terminar a prova com tempo abaixo das 12 h, mas não me arrisquei quebrar e por tudo a perder, então mantive o ritmo constante e cheguei ao final no mesmo pace.

Toda minha família estava esperando para entrar junto comigo no pórtico de chegada.

Entramos todos de mãos dadas, foi uma festa…………

Quando passei pelo pórtico, olhei para o relógio da prova que marcava 19:02h, então, olhei para o céu, mandei um forte abraço para meu irmão e agradeci a Deus…….

Missão dada é missão cumprida!

Com certeza, vou me inscrever para o Ironman Brasil 2012 procurando melhorar meus tempos e levar disto tudo um grande aprendizado na vida para que eu possa ser uma pessoa cada vez melhor………..

Família reunida e orgulhosa de ter o papai Ironman.

Long Distance em Caiobá por Witney Moriyama Jr.

Witney é um dos atletas da nossa turma, que também está se preparando para seu primeiro Ironman e neste dia 10/4 participou do Triathlon Long Distance em Caiobá, e nos conta como foi a prova pra ele.

Pelo atleta Witney Moriyama Jr.

Chegamos no Sábado em Caiobá para pegar o Kit da prova, chovia e ventava muito.
A previsão não éra das melhores, pois prometia chuva e vento para a prova de Domingo.
Fui dar uma espiada no mar e estava uma coisa de louco; já se falava em só correr e pedalar.
Eu estava com minha bike totalmente revisada pelo Tiago da “Oficina da Bike”, com dois pneus e câmaras novas e também o Mr. Tuff pra ajudar.
Ainda bem que o problema que eu sentia da instabilidade na Bike foi resolvida, pois o problema era uma folga de 2,0 mm no rolamento da mesa que o Tiago achou e ajustou.
Consegui também comprar, lá em Caiobá, um suporte para os tubos de CO2 e deixar a Bike tinindo………eu dormi com a Bike do lado da cama……rsrsrs
Comemos muita massa e bebemos muito líquido no Sábado.
Domingo acordei as 5:20, tomei um café reforçado, me preparei e fui para a área de transição.
A chuva parou, o mar estava calmo, mas ainda ventava muito na Bike.
Fiz uma boa natação, o sentido definido foi o anti-horário por causa da maré que estava puxando muito, sai da aguá com 34 minutos, sem me esforçar muito, na boa.
Gastei uns 3 min na transição e sai para pedalar.
Não sei quanto tempo eu fiz de Bike porquê acabei esquecendo de “zerar” o Cateye.
Mas estava ventando muito o que dificultou um pouco no pedal, mas mesmo assim meu pedal foi bom, melhor que o ano passado.
Fui chamado a atenção pelos fiscais da prova porque estava conversando com um colega na Bike do meu lado……..
Fazer o que, né?
Enzo, logo no inicio da Bike eu comi aquele doce de abóbora, que me ajudou bastante…..
Vou querer mais uma remessa de doces.
Na segunda volta da Bike, comecei a sentir a musculatura da perna pegar um pouco na parte superior da coxa, mas mantive firme o pedal até o final.
Na segunda transição também foi tranquilo e sai para correr com 3:06 min de prova.
O tempo estava muito bom, sem chuva e encoberto…do jeito que eu gosto!
Bom, eu mantive todos os quilômetros abaixo dos 5 min, mantendo um ritmo muito constante e encaixado, terminando os 21 Km em 1:40 min.
Caramba,…fechei o meio Iron em 4h:57min, nada menos que 28 minutos abaixo do tempo do ano passado.
Minha meta que eu havia colocado foi de 5h.
Foi minha melhor meia maratona, que antes éra de 1h:44min.
Deu tudo certo na prova, acho que este excelente resultado é consequência da sequência de treinos que estamos fazendo para o Iron.
Fiquei muito feliz com o resultado e um pouco mais confiante para encarar o Iron daqui 48 dias.
Agradeço a todos vocês pelo apoio e pela amizade.
Também não poderia deixar de contar que eu estive na ultima sexta feira na Vanessa e recebi antecipadamente 5 estrelas e um grande parabéns por ter atingido minha meta de 15% de índice de gordura, que ao todo foram 11,5 kg de gordura eliminados desde o dia 11 de Dezembro de 2010.
Ganhei também 5,0 kg de massa!!!