Tênis Mizuno Wave Sayonara

O que mais me chamou atenção no Mizuno Wave Sayonara, além do estilo, foi a leveza, tem cerca de 240gr. o que é bem leve para um tênis com bom amortecimento. O cabedal (parte da frente) não tem costuras e a nova tecnologia na entressola U4ic, contribuiu para a redução do peso do calçado sem comprometer o amortecimento. 

Tem drop de 10mm (diferença de altura entre calcanhar e ante pé) o solado aliou estilo com boa aderência para academia, asfalto e chão molhado, mas não foi feito para trilhas.

Favorece quem tem a pisada neutra, que é a maioria das pessoas e tem boa relação custo X benefício.

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Tênis Adidas Energy BOOST

Na inauguração da RunBase da Adidas recebi um modelo Energy BOOST, já testei e escrevo o que achei do tênis.

Lendo meu blog você percebeu que gosto dos modelos que tem pouco amortecimento e drop relativamente baixo, esse é meu gosto, o que escrevo abaixo é simplesmente o que achei desse modelo para que, com essa opinião, você possa reparar nas características que são relevantes para você na hora de escolher.

Corri com ele na rua e na academia, mas logo que sai de casa pisei no que um dono de cachorro resolveu deixar lá ao invés de recolher, (sabe cuidar de cachorro, mas não sabe ser gente) fiquei esfregando o pé no meio fio e acabei molhando a frente do tênis que ficou marcado, mesmo assim comecei o treino.

O tênis tem drop de 11mm (diferença de altura entre calcanhar e ante pé) é extremamente confortável, peguei um número maior do que costumo usar porque a fôrma é estreita, mas mesmo no treino de tiro não senti o menor incômodo nas laterais do cabedal, que sinceramente chegou a me preocupar quando provei porque é a parte do pé que mais tenho problemas, mas a malha é muito confortável mesmo.

A tecnologia BOOST promete absorção de impacto e ao mesmo tempo retorno de energia, não sei até que peso o corredor deve ter para sentir isso, mas eu com 57kg, realmente senti diferença pro EVA, para as pessoas mais pesadas, vale a pena comparar com a marca e tecnologia que está acostumado e sentir a diferença, acho que convence, outro ponto que gostei muito foi o grip do solado, pois mesmo com o chão molhado era bem aderente.

Nesse primeiro teste foram 7 tiros de 1km a 3’45 na esteira + 4km na rua, sucesso na academia, porque é muito bonito, aprovado pelos pés para correr, não precisa amaciar antes, mas achei um pouco difícil, de encaixar a técnica de tocar primeiro a frente do pé no solo, talvez o Supernova Glide BOOST que tem o drop um pouco menor facilite para as duas técnicas.

A marca que a água tinha deixado no início do treino havia sumido antes que eu chegasse em casa, ponto positivo também, secagem muito rápida. Gostei!

Depois dos 100km de corrida:

Muito asfalto e um pouco de esteira. O tênis continua com o solado novíssimo, mas como tem a fôrma estreita e meu pé não, ele me incomoda um pouco em treinos mais longos, acima de 2hs. Continua sem deformações e parecendo novo (sou cuidadoso).

Depois dos 300km de corrida: Está por vir…

Enzo Amato

Skechers GobionicTrail

Há uns anos atrás acreditava que as únicas inovações dos tênis de corrida seriam trocar as cores, porém para minha sorte, percebi que depois do livro “Nascidos para correr” o movimento de “simplificar” os tênis tomou muito mais forma e isso só vem me surpreendendo.

Recebi da Skechers, marca americana de calçados, o modelo da linha Gobionic Trail. Já testei e deixo aqui minha opinião.

O que me chamou atenção ao tirar da caixa:

  • É bem leve para um tênis de trilha;
  • O solado e fôrma mais largos, o que faz ter mais área de contato e distribuir melhor o peso;
  • 2 em 1, é possível correr com a palmilha e ter 4mm de drop ou também sem ela para ter drop 0mm. (drop é a diferença de altura entre o calcanhar e o ante pé);
  • O solado favorece a pisada com o meio do pé, ou pé inteiro, não existe a parte côncava no meio da sola e isso ainda favorece a aderência;
  • Os cravos tem ranhuras multidirecionais.

O que me deixou preocupado:

  • Se tivesse mais cravos aumentaria a durabilidade da sola.

Ao correr:

Corri numa trilha por 3 horas logo na estreia, não é preciso amaciar, passei por chão batido, pedras soltas e lama. Me senti muito bem com ele e a todo instante fazia comparações com meu outro tênis de trilha, mais reforçado, pensando nas características que me fazem gostar dele, e não senti diferenças consideráveis, a não ser pela leveza, 227gr. que se torna um ponto muito positivo numa prova longa. Não peguei chuva nem passei por mata fechada ou areia neste teste. Esses primeiros 30km me encantaram! O solado mostrou um pequeno sinal de desgaste nas ranhuras, mas ainda é cedo para falar sobre durabilidade, depois de uma ou duas centenas de kms volto a escrever sobre ele.

Para quem pretende começar a mudar a técnica e passar a aterrizar usando o meio e a frente do pé, esse é uma boa pedida e vale entrar na lista de comparações.

Nunca havia usado um tênis dessa marca, a primeira impressão foi ótima e usá-lo nas trilhas melhor ainda! Certamente usaria em provas importantes no meu calendário, por ser leve, confortável para meu pé, ter drop baixo mas não ter a sola dura, ser bonito e trilheiro.

Depois dos 100km de corrida:

Minha única decepção foi o rápido desgaste da sola, ela ainda vai durar, mas com 100km queria que ainda estivesse com cara de nova, tá certo que usei em trilhas difíceis, mas ele continua muito confortável no meu pé por ter a fôrma larga e sem deformações. Usei nas seguintes provas até agora:

  • 80km Fiambala Desert Trail  – Argentina 05/2014 (Leia o texto) corrida toda por areia, esse é o melhor terreno para esse modelo, por ter grande área de contato com o solo não te deixa afundar demais e perder energia.
  • 30km Kailash Trail Run – MG 03/2014 (Leia o texto) corrida mais técnica que já fiz, duríssima, e o tênis se saiu bem.

Depois dos 300km de corrida: Está por vir…

Enzo Amato

Corrida Natural.

Newton Running

Esta semana participei de um evento, promovido pela Track&Field, “Aprenda a correr mais rápido, forte, eficiente e com menos lesões” ministrada por Ian Adamson, diretor de Pesquisa & Ensino da Newton Running nos Estados Unidos e 7x campeão mundial de corrida de aventura. Com muitos dados, pesquisas, resultados e exemplos reais, a nova marca de tênis de corrida que chega ao mercado brasileiro, a Newton Running, não reinventou a roda, mas criou uma ferramenta (tênis) interessante.

Parte do princípio que correndo descalço em um piso duro, você aterrisa com a planta do pé, ou antepé, e não com o calcanhar. Esse é o movimento de corrida natural do ser humano.

Não é de hoje que os corredores de pista usam essa técnica, mas faltava equipamento adequado e estudos científicos para os corredores de rua e longas distâncias. Essa simples mudança na pisada faz com que você tenha que mudar toda a postura do corpo, e essas mudanças, bem executadas, resultam numa corrida mais eficaz, rápida, fluida e com menos risco de lesão decorrente do impacto.

Com essa técnica seu pé vai aterrisar bem abaixo de você e com a inércia do seu corpo, já inclinado a frente, você conseguirá correr mais rápido, com mais fluidez e muito menos impacto. Assista à animação para visualizar a técnica. Repare que a passada entra bem abaixo do centro de gravidade do corredor, que por sua vez flexiona mais os joelhos no momento do breve contato com o solo, como se fosse um elástico, amortecendo o impacto devolvendo em propulsão. Ele também mantém o corpo inclinado a frente, com o tronco ereto e braços relaxados a 90° acompanhando a frequência de passos.

Já o corredor abaixo, toca o solo com a perna a frente do centro de gravidade, quase extendida e só depois a flexiona, isso desacelera a corrida fazendo perder eficiência, além de sobrecarregar os joelhos.

Tudo o que ouvi na palestra faz sentido, inclusive as recomendações para adaptação à nova técnica. Como em qualquer mudança de técnica ou esporte, muito tempo, muito rápido, pode causar lesão. Com isso, se você está curioso para correr dessa forma, a melhor dica que posso deixar é, faça de 5 a 10 minutos por treino nas primeiras semanas, e aumente aos poucos conforme você se sinta confortável, para o movimento se automatizar, ou seja, para você não precisar lembrar do que está fazendo, vai precisar de pelo menos 12 semanas. As lesões existem com qualquer técnica, basta extrapolar na quilometragem ou na quantidade de treinos por semana.

Uma boa alternativa para testar esse tipo de passada é, depois do seu treino normal de esteira, diminua a velocidade, tire os tênis e corra descalço por mais 2 minutos, você imediatamente vai adaptar sua passada para algo mais confortável e pode apostar que não será com o calcanhar.

Você pode se perguntar, porque não posso me adaptar a essa técnica com meu tênis atual? Porque todos os tênis do mercado, desde os anos 70, tem o calcanhar mais alto que a planta do pé, por volta de 10° de inclinação, enquanto que os modelos Newton tem de 1 a 3°, é muita diferença! Com o tênis de calcanhar alto você muda a posição do quadril e das costas (como se estivesse de salto alto) isso tornará a corrida ineficiente podendo causar dores no quadril, costas e até na cabeça.

Ainda vamos ouvir muita gente elogiando e muita gente reclamando. Seja paciente, faça a transição de técnica com calma e entre para o time dos que elogiam.

ASICS oferece testes de pisada gratuitos em SP

Para ter o melhor rendimento na corrida é necessário praticar o esporte com o tênis correto, de acordo com o tipo de pisada, seja ela neutra, pronada ou supinada. Para ajudar os corredores paulistanos a descobrirem de que forma o pé entra, e se mantém, em contato com o solo durante a prática esportiva, a ASICS criou o Laboratório de Corrida, para realizar durante todos os finais de semana de setembro, o teste de pisada gratuito. As unidades móveis do Laboratório de Corrida ASICS serão instaladas nas unidades da Centauro, rede de lojas de artigos esportivos, dos shoppings Ibirapuera, Bourbon e Eldorado.