Mountain Do Atacama, vídeo do percurso, parte 2.

No primeiro texto/vídeo contei como havia sido o percurso até o km 25 margeando as montanhas e prestes a encará-la de frente e olhando pra cima, logo após a tenda de isotônico, lembro bem dessa subida, pois lá no topo um dos 8 fotógrafos do MídiaSport que estavam espalhados no percurso marcava presença, fiz minha pose e segui adiante. A grande duna ainda estava alguns quilômetros afrente, uma leve descida após essa primeira escalada, era km 29 para uns e 10 para outros, e logo em seguida um trecho muito bonito em zigue-zague e todo branco de sal, o terreno começou a ficar arenoso e exigiu força para seguir em frente, já era possível ver a duna imponente e alguns atletas bem pequenos na imensidão da paisagem que engana nosso cérebro, éramos menores do que eu pensava, porém mais fortes, todos os atletas dos 23km já haviam passado por ali, agora era minha vez, encaixei o ritmo certo para aquele desafio, e caminhando segui, sem me esquecer de olhar pra trás e ver por onde já havia passado, de contemplar a paisagem, de piscar os olhos fingindo que eram uma câmera fotográfica e guardar esses flashes na memória. A subida era ingrime e de areia, eu mal enxergava os staffs lá no topo. No topo da duna, sem enxergar os primeiros colocados segui adiante ao invés de entrar a direita e uns 3 atletas me seguiram, depois de algum tempo voltamos ao percurso, no chamado vale da morte, o calor já começava a marcar presença e o percurso, apesar de várias descidas, era de areia, o que deixava a corrida mais lenta e difícil naquele ponto, há 8km do final… Os quilômetros finais deixo para o próximo vídeo.

Assista ao 3º vídeo!

Enzo Amato

Mountain Do Atacama, vídeo do percurso, parte 1.

O Mountain Do Atacama tinha as opções de percurso com 6, 23 e 42km. Fiz o mais longo e conto um pouco sobre ele.

No início fazia um pouco de frio, mas resolvi começar sem agasalho, só com regata, short  e boné. Sentir um pouco de frio antes de começar a correr não tem problema nenhum, após alguns km você já deve se sentir melhor. Após a largada logo saímos da cidade entrando numa estrada de asfalto, os primeiros minutos usei para regular os batimentos, já que eles subiram rápido por eu não ter feito um pequeno aquecimento antes da largada, me preocupei em segurar o ritmo e contemplar a paisagem, o sol acabara de nascer, o céu estava claro e as montanhas ao redor ainda escuras. Ficamos pela estrada até o 6º km, nesse ponto o pessoal dos 23km seguia pela direita e a maratona entrava numa estrada de chão batido onde ainda era possível desenvolver boa velocidade, no 10º km entramos num parque nacional chamado vale da lua, comecei o vídeo nesse ponto onde também a velocidade começou a variar por causa do percurso travado e cada vez mais bonito. Já era possível ver o sal branco na superfície, em alguns pontos o chão de areia fazia o ritmo cair bastante, mas nada de outro mundo, afinal era uma prova fora de estrada. No km 15 fizemos o retorno entrando novamente em estrada de chão batido com algumas descidas e a vista alcançando longe, seguimos assim até o km 25 com o ritmo bem constante, foi aí que voltamos ao local onde havíamos nos separado da turma dos 23km, ainda era estrada de terra, mas agora um pouco mais acidentada, começamos a margear a montanha que em determinado momento teríamos que atravessar, sendo aquela a primeira subida de verdade, onde os números do relógio eram apenas curiosidade, pois ainda estava por vir a temida duna que culminava no ponto mais alto do percurso…

Veja a parte 2

Veja a parte 3

Enzo Amato