Manu Vilaseca nos 70km da Ultra Fiord

(Abajo en español) 1ª mulher disparado nos 70km da Ultra Fiord de 2015, só 3 homens chegaram antes dela sendo um deles nada menos que o bi campeão da UTMB.

Ou seja, se você não corre muito rápido, a única chance de vê-la na prova, é na linha de largada. Ou esbanjando sorriso e simpatia nos dias anteriores a prova.

Saída do ponto de apoio do km 29 com glaciar Balmaceda, encoberto ao fundo.

Nascida no Rio de janeiro, Manuela começou a praticar hipismo aos 11 anos de idade, e aos 25 migrou para os esportes de aventura. Praticante de canoagem, corrida e mountain bike. Já teve passagens pelo triathlon e corridas de aventura expedicionárias.

Atleta fez parte da equipe North Face Brasil de 2012 a 2015 e foi recém contratada pela equipe Buff Internacional.

Atualmente mora na Espanha e seu foco para 2016 segue nas Ultra Trails, com calendário internacional repleto de desafios em provas de 80 a 170km. Desde que começou na modalidade, em dezembro de 2011, Manuela obteve títulos importantes como Campeã do La Mision (160km, Patagônia 2011), Campeã do STY (85km, Japão 2013), Campeã do Endurance Challenge (Chile 80km 2013 – Argentina 80km 2014 – Chile 160km 2014), Campeã Ultra Fiord (70km, Patagônia 2015), Trail del Viento (50km, Argentina 2015) e Campeã Vulcano Ultra Trail (100km, Patagonia 2015). No circuito mundial Ultra Trail World Tour 2015, Manuela conquistou a oitava colocação em 2015 com os importantes resultados: 5º lugar Transgrancanaria (125km), 5º lugar Lavaredo Ultra Trail (120km) e 10º lugar Ultra Trail du Mont Blanc (170km).

Amante da natureza, busca dentro do esporte uma maior proximidade, respeito e contato com o meio ambiente. Seu maior prazer está no fato de viajar o mundo conhecendo pessoas, e culturas, fazendo o que mais gosta.

A segunda edição da Ultra Fiord acontece entre 14 e 16 de abril e Manu gentilmente respondeu a algumas perguntas, deixou dicas importantes sobre a corrida e suas percepções.

1. Que distância vai fazer na UF 2016 e qual seu objetivo?
Esse ano vou correr os 70km, como fiz no ano passado. Embora a distancia seja “curta”, a Ultra Fiord é uma prova lenta e deve ser encarada com muito respeito. Meu objetivo principal sempre é cruzar a linha de chegada, pois nesse tipo de prova nunca podemos considerar que isso seja garantido. Se o clima ajudar, vou tentar fazer um tempo melhor do que fiz no ano passado, mas isso depende muito do clima. A progressão pode ficar mais lenta ou mais rápida devido a ele.
2. O que mais gostou na UF de 2015?
O que mais gostei da Ultra fiord em 2015 foi a característica tão selvagem da prova. Tive inclusive muito medo de não acabar ou de ficar perdida pela montanha. Gostei muito do fato de estar sozinha naquela imensidão. O visual também não tem igual. Cada passo era necessário ter atenção porque o terreno era muito complicado. Considero que a Ultra Fiord é uma prova única e especial!
Também preciso ressaltar que uma das coisas que me marcou na Ultra Fiord foi o Hotel Remota, em Puerto Natales. É um hotel muito especial e inesquecível.
3. O que vai fazer de diferente com relação a 1ª edição de 2015 e o que vai procurar fazer igual?
Creio que vou fazer tudo muito parecido com o que fiz no ano passado. Mudaria algo de vestimenta, de acordo com o clima, mas creio que será tudo muito parecido.
4. Conte sobre um dos treinos que fez que te deixou mentalmente confiante para a prova.
Esse ano eu não comecei com muita sorte, pois a Transgrancanaria, que foi minha primeira prova grande, eu tive que abandonar. A Ultra Fiord será minha primeira “maior distância” de 2016 e o que mudou muito no meu treino esse ano é a minha geografia e o clima. Estou morando na Espanha e aqui o inverno acabou recentemente. Talvez eu esteja um pouco mais preparada para o frio do que no ano passado. Isso, sem dúvida, me deixa mentalmente mais confiante. O fato de ter feito a primeira edição também me faz sentir mais preparada, pois já sei o que vem pela frente.
5. Qual sua prova mais importante de 2016, em que mês?
Tenho provas muito importantes pela frente e não sei dizer qual é mais, mas entre elas estão a Transvulcânia, Lavaredo Ultra Trail, Buff Epic Trail e Ultra Trail du Mont Blanc.
6. Tem alguma mania / ritual pré corrida?
Não tenho nenhum ritual nem mania antes da corrida. Tento apenas dormir o máximo possível e me alimentar o melhor possível.
7. Faz atividades que considera complementares a corrida de montanha? Quais?
Eu uso o mountain bike como atividade complementar nos treinos de corrida de montanha e inclusive esse ano fiz uma prova de 3 dias de mountain bike aqui na Catalunha.
8. Considerando sua experiência em provas, em que aspecto a UF leva destaque?
A Ultra Fiord leva destaque pelo visual e por ser uma prova no estilo “aventura”. O corredor não pode ir para lá esperando um banquete nos pontos de controle, pois não vai encontrar. Além de correr é importante saber se cuidar e administrar o desconforto muito bem. O terreno é complicado e a progressão é lenta. Acho que foram os 70km mais lentos que já fiz, (11h45) e não pelo desnível, mas pelo tipo de terreno. Muitas vezes não tem uma trilha marcada e é necessário navegar. É uma prova incrível e por isso fiz questão de voltar.
9. Que dica poderia deixar para os corredores que vão pela primeira vez a Ultra Fiord?
Tomar a prova com muito respeito, independente da distância e do desnível. Esse ano pode ser muito mais rápido que no ano passado, se não chover, mas pode também ser muito pior que no ano passado. Minha dica é sempre buscar curtir, respeitando a prova e a si mesmo. Também creio que é melhor levar coisas demais que de menos, pois é difícil prever o tempo que se demora para acabar.
Desejo boa sorte a todos os corredores e que desfrutem muito dos dias na Patagônia, dentro e fora da prova. É um lugar único e o fato de estar lá já é um presente. Nos vemos na Ultra Fiord!
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twitter | @manuvilaseca
www.manuvilaseca.com
facebook.com/manu-vilaseca

Lejos la 1° mujer en los 70km de la Ultra Fiord 2015, solo 3 hombres llegaron antes que ella siendo uno de ellos nada menos que el bi campeón de la UTMB.

O sea, si no corres muy rápido, tu única oportunidad de verla en la corrida es en la línea de llegada. O mostrando su sonrisa y simpatia en los dias antes de la corrida.

Nacida en Rio de Janeiro, Manuela empezó a practicar hipismo a los 11 años de edad y a los 25 migró para los deportes de aventura. Practicante de canotaje, corrida y mountain bike. Ya pasó por el triathlon y corridas de aventura expedicionarias.

La atleta fue parte del equipo North Face Brasil de 2012 a 2015 y fue recientemente contratada por el equipo Buff Internacional.

Actualmente vive en España y su foco para 2016 continuan siendo las Ultra Trails, con calendario internacional repleto de desafios en pruebas de 80 a 170km. Desde que empezó en la modalidad, en diciembre de 2011, Manuela obtuvo títulos importantes como Campeona de La Misión (160km, Patagonia 2011), Campeona del STY (85km, Japón 2013), Campeona del Endurance Challenge (Chile 80km 2013 – Argentina 80km 2014 – Chile 160km 2014), Campeona de la Ultra Fiord (70km, Patagonia 2015), Trail del Viento (50km, Argentina 2015) y Campeona de Vulcano Ultra Trail (100km, Patagonia 2015). En el circuito mundial Ultra Trail World Tour 2015, Manuela conquistó la octava posición en 2015 com importantes resultados: 5° lugar Transgrancanaria (125km), 5° lugar Lavaredo Ultra Trail (120km) y 10° lugar Ultra Trail du Mont Blanc (170km). 

Amante de la naturaleza, busca en el deporte más proximidad, respeto y contacto con el medio ambiente. Su placer más grande está en viajar por el mundo conociendo personas y culturas, haciendo lo que más le gusta.

La segunda edición de la Ultra Trail es entre el 14 y 16 de abril y Manu gentilmente respondió algunas preguntas, dio consejos importantes sobre la corrida y sus impresiones.

1. En qué distancia vas a participar de la UF 2016 y cuál es tu objetivo?
Este año voy a correr los 70km, como el año pasado. Apesar de ser una distancia “corta”, la Ultra Fiord es una prueba lenta y debe ser encarada con mucho respeto. Mi objetivo principal siempre es cruzar la línea de llegada, ya que en este tipo de prueba nunca podemos considerar que estos es un hecho. Si el clima ayuda, voy a intentar hacer un tiempo mejor que el año pasado, pero eso depende mucho del clima. El avance puede hacerse más lento o más rápido dependiendo del clima.
2. Qué te gustó más de la UF 2015?
Lo que más me gustó de la UF 2015 fue la caracteristica tan salvaje de la prueba. Inclusive tuve mucho miedo de no terminar o de perderme por la montaña. Me gustó mucho el hecho de estar sola en esa inmensidad. El paisaje no tiene comparación. En cada paso era necesario estar atento porque el terreno era muy complicado. Considero que la Ultra Fiord es una prueba única y especial! También quiero resaltar que algo que me marcó en la Ultra Fiord fue el Hotel Remota, en Puerto Natales. Es un hotel muy especial e inolvidable.
3. Qué vas a hacer de diferente en comparación a la 1° edición de 2015 y qué vas a tratar de hacer igual?
Creo que voy a hacer todo parecido a lo del año pasado. Cambiaría algo de la vestimenta, de acuerdo con el clima, pero creo que será todo muy parecido.
4. Contanos sobre algun entrenamiento que has hecho que te dejó mentalmente confiante para la prueba.
Este año no lo empecé con mucha suerte, Transgrancanaria, que fue la primera prueba grande, tuve que abandonarla. La Ultra Fiord será mi primer “mayor distancia” de 2016 y lo que cambió mucho en mi entrenamiento este año es mi geografia y el clima. Estoy viviendo en España y aquí el invierno terminó recientemente. Talvez esté un poco más preparada para el frío que el año pasado. Eso, sin duda, me deja mentalmente más confiante. El hecho de haber participado de la primera edición también me hace sentir más preparada, pues ya sé lo que viene por delante.
5. Cuál es tu prueba más importante de 2016 y en qué mes?
Tengo pruebas muy importantes por delante y no sé decir cual lo es más, entre ellas la Transvulcania, Lavaredo Ultra Trail, Buff Epic Trail y Ultra Trail du Mont Blanc.
6. Tienes alguna manía/rital pre corrida?
No tengo ningún ritual ni manía antes de la corrida. Solo trato de dormir lo máximo posible y alimentarme lo mejor posible.
7. Haces actividades que consideras complementarias a la corrida de montaña? Cuáles?
Uso el montain bike como actividad complementaria en los entrenamiento de corrida de montaña e incluso este año hice una prueba de tres días de montain bike aqui en Cataluña.
8. Considerando tu experiencia en pruebas, en que aspecto la UF se destaca?
La Ultra Fiord se destaca por el paisaje y por ser una corrida del estilo “aventura”. El corredor no puede ir esperando un banquete en los puntos de control, ya que no lo va a encontrar. Además de correr es importante saber cuidarse y administrar muy bien la incomodidad. El terreno es complicado y el avance es lento. Creo que fueron los 70km más lentos que he hecho, (11h45) y no por el desnivel si no por el tipo de terreno. Muchas veces no hay un sendero marcado y es necesario navegar. Es una prueba inceíble y por eso vuelvo.
9. Qué consejo podrías darle a los corredores que van por primera vez a Ultra Fiord?
Tomar la prueba con mucho respeto, indpendiente de la distancia y del desnivel. Este año puede ser más rápido que el año pasado, si no llueve, pero tabién puede ser mucho peor que el año pasado. Mi consejo es tratar de disfrutar siempre, respetando a la prueba y a sí mismo. También creo que es mejor llevar cosas de más y no de menos, ya que es difícil prever el tiempo que se lleva para terminar.

Les deseo buena suerte a todos los corredores y que disfruten mucho los días en la Patagonia, dentro y fuera de la prueba. Es un lugar único y el hecho de estar allí ya es un regalo. Nos vemos en la Ultra Fiord!

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