Programa Fôlego e eu.

Tive o grande prazer de conhecer Gustavo Maia numa corrida no sul do Chile. Dividimos o quarto e passamos vários dias com a turma de convidados trocando muitas ideias. Em poucos dias tive muito boas impressões sobre o Gustavo, apesar dele ser corintiano.

Ao voltar pra casa lhe escrevi propondo para fazer parte do Programa Fôlego. Confesso que ao escrever não consegui propôr nenhuma ideia que pudesse melhorar o programa, já me parecia tudo muito bem feito. Queria apenas conversar, sabia que as ideias surgiriam e que ele toparia esse bate papo. Os poucos dias que passamos no evento me indicaram essa característica de abrir portas que ele tem. 

Pois bem, a conversa foi muito produtiva e a partir de hoje passo a fazer parte dos colaboradores do programa Fôlego. Terei uma coluna no programafolego.com.br/ com vídeos sobre treinos, as provas etc…

O Blog do Amato continua no MidiaSport, que também terá um link para os vídeos do fôlego.

Fique ligado, meu vídeo da Ultra Fiord sai do forno semana que vem!

Enzo Amato

Fernando Nazário defende título dos 100km na Ultra Fiord. (también en español)

(Abajo en español) Na 2ª edição da Ultra Fiord o campeão dos 100km, que na verdade são 114, retorna para melhorar sua marca.

Fernando é a boa revelação brasileira do trail running. Tive o prazer de dividir o quarto com ele numa outra prova na patagônia chilena, a Ultra Trail Torres del Paine, em 2015. Pude conversar sobre treinamento, dar boas risadas, e também acompanhar de perto a concentração e organização que tem antes de uma prova.

Além de abocanhar os 100km da Ultra Fiord de 2015 (114km) com 15h50, também foi campeão da Ultra Trail Torres del Paine 2014, 67km em 7h30.

Ao cruzar a linha de chegada em Puerto Natales, depois dos 114km em 15h50.

Há duas semanas da Ultra Fiord, conheça um pouco mais sobre ele, suas percepções sobre a Ultra Fiord, estratégias e dicas para a prova.

Nome: Fernando Nazário-de-Rezende
Profissão: Professor Universitário / Preparador Físico e Personal Trainer da Assessoria Science Fitness Club – Uberlândia.

Formação: Mestre em Educação Física na área de Aspectos Biodinâmicos e Metabólicos do Exercício Físico.

Sou de Uberlândia – Minas Gerais – Brasil, tenho 34 anos, sempre gostei de esportes de motanha e outdoor. Era corredor de aventura inicialmente e só iniciei nas corridas de montanha em 2013.

1. Além da corrida, que outro esporte gosta ou gostaria de praticar?
Corrida de Aventura (pedalar – Remar – Correr)
2. Que distância vai fazer na UF 2016 e qual seu objetivo?
100km / quero ser mais rápido que 2015.
3. O que mais gostou na UF de 2015?
O clima entre os atletas, o carinho da organzação e a natureza selvagem do lugar.
4. O que vai fazer de diferente com relação a 1ª edição de 2015?
Pegarei os Bastões de caminhada para ajudar a subir a montanha e serei mais rápido nas transições do km 30 e km 70.
5. Conte sobre um dos treinos que fez que te deixou mentalmente confiante para a prova.
Ano passado desde o inicio de 2015 treinei 1510 km até a competição. Este ano conseguirei chegar com 1600 km de corrida treinando em um ritmo ainda mais rápido que o ano passado.
6. Qual sua prova mais importante de 2016, em que mês?
Ultra Fiord 100k e/y Ultramaratona dos Perdidos (105k em julho).
7. Tem alguma mania / ritual pré corrida?
Gosto Muito de criar uma boa estratégia de toda a competição, estudando cada detalhe pra elaborar uma logística muito adequada para a competição.
8. Faz atividades que considera complementares a corrida de montanha? Quais?
Bike,  Musculação e Treinamentos de Equilíbio funcional
9. Considerando sua experiência em provas, em que aspecto a UF leva destaque?
A prova mais impressionante em todos os sentidos que senti.
10. Que dica poderia deixar para os corredores que vão pela primeira vez a Ultra Fiord?
– Cuidem da sua alimentação e Hidratação – coma o macarrao no km 30 e tambem no 70.
– Aproveite tudo que a prova tem pra oferecer
– antes de chegar nos postos de apoio, mentalize o que irá fazer e a ordem certa das coisas sem correria pra não esquecer nada
– não fique muito tempo nos postos de apoio
– Tenha boas lanternas de cabeça
 

En la 2da edición de la Ultra Fiord el campeón de los 100km, que en realidad son 114, vuelve para mejorar su marca.

Fernando es una buena revelación brasilera del trail running. Tuve la suerte de compartir la habitación con él en otra corrida en la patagonia chilena, en la Ultra Trail Torres del Paine, en 2015. Pude conversar sobre entrenamientos, reírnos y acompañar de cerca la concentración y organización que hay antes de una corrida.

Además de conseguir los 100km de la Ultra Fiord de 2015 (114km) con 15h50, también fue campeón de la Ultra Trail Torres del Paine 2014, 67km en 7h30.

A dos semanas de Ultra Fiord, conocé un poco más sobre él, sus percepciones sobre la Ultra Fiord, estrategias y consejos para la prueba.

Nombre: Fernando Nazario-de-Rezende.
Profesión: Profesor Universitario/Preparador Físico y Personal Trainer de la Assessoria Science Fitness Club – Uberlândia.
Formación: Master en Educación Física en el área de Aspectos Biodinámicos y Metabólicos del Ejercicio Físico. 
Soy de Uberlândia, Minas Gerais, Brasil, tengo 34 años, siempre me gustó el deporte de montaña y outdoor. Era corredor de aventura inicialmente y recién inicié con corridas de montaña en 2013.
 
1. Aparte de corrida, qué otro deporte te gusta o gustaría practicar?
Carrera de aventura (bici – remo – corrida).
 
2. De cuál distancia vas participar en UF 2016 y cuál es tu objetivo?
100km / quiero ser más rápido que en 2015.
3. Qué es lo que más te gustó en la UF de 2015?
La buena onda entre los atletas, el cariño de la organización y la naturaleza salvaje del lugar. 
4. Qué vas a hacer de diferente comparado a la 1ª edición en 2015?
 Voy con los bastones de trekking para ayudarme a subir la montaña y voy a ser más rápido en las transiciones del km 30 y 70.
5.Contános sobre alguno de los entrenamientos que hiciste y que te dejó más confiante para la corrida.
 El año pasado desde el princípio de 2015 corrí 1510km hasta la corrida. Este año llegaré a los 1600km a un ritmo más fuerte que el año pasado.
6. Cuál es tu carrera más importante de 2016, en qué mes?
Ultra Fiord 100km y Ultramaratona dos Perdidos (105k en julio).
7. Tienes alguna maña / ritual pre-corrida?
Me gusta mucho crear un buen plan de toda la competencia, estudiando cada detalle para elaborar una logística adecuada para la competición.
8. Haces actividades que consideres complementarias a la corrida de montaña? Cuáles?
Ciclismo, musculación y entrenamientos de equilíbrio funcional.
9. Considerando tu experiencia en carreras, en qué sentido la UF se destaca?
Es la carrera más impresionante en todos los sentidos que viví.
10. Qué consejo podrías dejarles a los corredores que van por primera vez a Ultra Fiord?
– Cuiden su alimentación e hidratación – coman la pasta en el km 30 y también en los 70.
– Aprovecha todo lo que te proporciona la carrera.
– Antes de llegar a los puntos de apoyo, mentaliza lo que vas a hacer y su orden sin apuro para no olvidarse de nada.
– No te quedes mucho tiempo en los puntos de apoyo.
– Lleva buenas linternas de cabeza.

Tênis do futuro. Adidas e Parley for the oceans.

Adidas e Parley for the Oceans apresentaram durante o Parley Talks na COP21 em Paris, um novo tênis conceito com entressola impressa em 3D e produzida com resíduos plásticos retirados do oceano.

Durante a COP21, adidas e Parley for the Oceans exibem nova estratégia de sustentabilidade para a indústria

O tênis conceito consiste em uma parte superior feita com plástico retirado do oceano e uma entressola impressa em 3D usando poliéster reciclado e redes retiradas do oceano.

“Nós queremos levar todos os membros da indústria para o debate, possibilitando criar soluções sustentáveis para os grandes problemas globais”. Diz Eric Liedtke, membro da adidas Group Executive Board responsável pela área de Global Brands.

Futurecraft – Adidas Primeknit
3D-Printed Ocean Plastic

O modelo ainda está em fase de desenvolvimento e não tem previsão de chegar ao Brasil.

Clínica Trail Run

3ª edição do Trail Run Challenge, uma clínica especializada em trail running, para todos os níveis de participantes.

Ano passado participei, e mesmo correndo há muitos anos aprendi vários macetes. É sempre bom ouvir corredores mais experientes, mesmo que nosso objetivo nas provas seja só de participar e o deles de ganhar, podemos adaptar as dicas e orientações para nossa realidade. Interessante também perceber que os profissas passam os mesmos perrengues que a gente, sentem dor, cansam, xingam, mas continuam…

Será dia 14/11 a partir das 8h, em Cabreúva, fazenda Guaxinduva, próximo a São Paulo.

Esse ano o foco será “treino de verdade”, com diferentes distâncias e graus de dificuldade, dentro da Fazenda Guaxinduva, com trilhas que passam dos 1000m. de altitude! Também haverá a parte teórica, que será totalmente outdoor e dinâmica.

Ouvir, perguntar e correr ao lado de Manu Vilaseca, Marcelo Sinoca e Zé Virginio no mesmo evento é uma oportunidade especial para todos os amantes do Trail Run!

Inscrições limitadas.

Informações e inscrições: [email protected]

Tel. 11 984 281 782

Enzo Amato

Que exercício gasta mais calorias?

Aquele que você faz com regularidade.

Sim, ficar no sofá é mais fácil e mais gostoso do que sair para treinar. Você escolhe.
Imagem: Shutterstock

Já respondi a pergunta. Se achou que viria aquele segredo que você não sabia, ou o milagre que toda a humanidade aguarda que une facilidade e resultado, se enganou.

Não se atenha ao que gasta mais caloria. Apegue-se a modalidade que você gosta, e que encaixa na sua agenda e bolso. Praticar com regularidade é a maior dificuldade das pessoas. Você só precisa se preocupar com isso.

Estabeleça os dias e horários como um compromisso e vá! Se passar pelo primeiro mês é bem provável que você tenha encontrado a modalidade que mais gasta caloria.

P.S. Mais intensidade exige mais energia, consequentemente você gasta mais calorias, mas intensidade só vem com a prática e a boa orientação de um profissional de Educação Física.

Enzo Amato

 

Palestra em BH. De 0 a 100 milhas

Agora é em BH.

Fui nessa palestra do Léo aqui em SP e foi fantástica, pensei que ia lá só para cumprimentá-lo e conversar um pouco, mas foi uma verdadeira aula. Até tabela sobre temperatura versus sensação térmica ele mostrou. Muito interessante também os pontos relevantes que ele aponta para que você escolha uma prova de acordo com suas preferências.

Recomendo para quem estiver em BH dia 9/9. Evento gratuito, basta confirmar presença através do email. [email protected]

Enzo Amato

3 maratonas em 3 semanas

Não é o maior desafio esportivo que você já viu.

O objetivo não é esse, mas sim relatar o que vou sentir entre as provas, as melhores alternativas para acelerar a recuperação e o que é relevante ter em mente, e na mala, quando a prova for no exterior. Espero poder deixar alguma dica para quem um dia resolver viajar e acabar emendando duas ou mais provas.

Meu desafio:

Serão 4 corridas num período de 3 semanas com características diferentes.

Textos interessantes a seguir…

Enzo Amato

Gourmetização da musculação.

Pois é, tem professor-cientista maluco inventando de tudo, e a cobaia é você!

Em locais com poucos equipamentos, a criatividade do professor é uma característica relevante para trabalhar determinado grupo muscular e buscar a execução do movimento correto.

Imagem: Shutterstock

Me refiro a “gourmetização” quando numa academia grande, cheia de equipamentos de última geração, o professor te coloca no aparelho para fazer algo inusitado.

Os músculos continuam contraindo e relaxando como sempre fizeram. Em qualquer exercício vai existir o eixo de rotação, a força de resistência e a força motora, isso é biomecânica. Número de repetições, peso, séries, tempo de descanso é fisiologia. Exercícios básicos fazem muito bem esse arroz com feijão.

Dentre várias outras coisas, é isso que o professor observa quando te corrige ou monta seu treino. E sem dúvida é melhor fazer com orientação do que sem, mas quando você perceber que só você faz determinado exercício na academia e que ele é muito parecido com outro mais básico, pergunte se aquela variação faz dele gourmet. Se a explicação não convencer a chance é muito boa de ser.

Imagem: Shutterstock

A favor do basicão!

Enzo Amato

Como treinar para TAF e afins.

Tanta gente já escreveu perguntando sobre como treinar para os testes físicos que resolvi deixar alguma ajuda, mesmo que mínima.

  • Se o teste é correr 2000, 2800 ou 3200m. numa velocidade que você não consegue. Seja o mais específico possível e treine na velocidade alvo. Não adianta treinar 10km devagar achando que no dia vai fazer 3km forte, não vai! Fracione o treino se preciso, fazendo algumas vezes 1km forte e descansando, mas o principal é correr na velocidade que você precisa para concluir o teste.
  • Barra fixa, flexão de braço, abdominal e outros exercícios de força. Seja específico e faça força dia sim dia não!!! Quanto mais leve você estiver melhor vai ser, mas nada vai substituir o exercício em si.
  • A uma semana do teste é hora de reduzir o tamanho do treino.
  • Faltando dois dias é só descansar e esperar para chegar no dia inteiro.
  • No dia anterior coma a quantidade que está acostumado, mas nada pesado.

Não é essa a melhor maneira de treinar. Um professor e alguns meses de prática seria suficiente para fazer a maioria das pessoas passar, mas se você usou todo seu tempo para estudar o intelecto achando que o físico não precisava ser “estudado”, entenda, praticado com regularidade, agora precisa atropelar o bom senso e arriscar.

Enzo Amato

Pipocas

“Pipocas” são mal vistos lá como cá.

Ser pipoca em um ou outro evento pode parecer inofensivo do ponto de vista do corredor, mas ao conhecer e ponderar os argumentos do outro lado da história, realmente não sobra outra alternativa se não a de concordar que não é certo. Ainda não se sabe muito bem o que fazer para evitar, esperar pelo bom senso não tem dado certo, placas de aviso, locutor dizer que não são bem vindos… só sei que as atitudes ficarão cada vez mais repreensivas e absurdas ao ponto de ver seguranças tirando pessoas do percurso, mas não vejo outra forma de dizer “sem ingresso não entra”.  Leia abaixo a carta que os organizadores de corrida da Argentina divulgaram recentemente.

Imagem: Shutterstock

Posición oficial de las Organizaciones de Carreras de Argentina sobre participación de corredores por fuera de la inscripción formal

El conjunto de los Organizadores de Carreras de Argentina firmantes al pie, en un hecho sin precedentes, emitimos este primer comunicado de manera conjunta que expresa nuestro pensamiento común.

En estos días nuevamente ha tomado vigencia el tema de los corredores que participan de carreras sin estar inscriptos. Intentaremos expresarnos con nuestro mayor respeto, pues en la mayoría de los casos se trata de personas que lo hacen sin conocer ni medir las implicancias y consecuencias.

Podrán esgrimir cientos de argumentos para justificar tal actitud, pero objetivamente correr una carrera sin estar inscripto no corresponde, resulta perjudicial no solo para el propio evento y la organización, sino también para el resto de los participantes que cumplieron con todas las formalidades. Y resulta tan inaceptable como entrar colado al cine, viajar en tren sin pagar, o colgarse del cable de energía que pasa por la puerta de casa. Que muchas de estas actitudes resulten  hechos cotidianos, no deja de convertirlas en una irresponsabilidad, un abuso y un delito.

Cuando un Gobierno autoriza las calles para una carrera su uso deja de ser libre, quedando limitado a las condiciones del evento para el cual fueron solicitadas. En ese mismo sentido, cuando una organización realza una carrera aventura o trail, debe contar también con la autorización de los titulares de las tierras para el paso de los corredores y esto siempre se limita a las condiciones definidas. Entre las cuales se exige en ambos casos al organizador la constitución de seguros tanto nominales por cada participante como de la Responsabilidad Civil de la organización. Una razón básica para esto es que la responsabilidad de lo que allí acontezca no deja de recaer sobre el Estado o propietario según se trate, en tanto que cabe al organizador, además, la obligación del control de todo lo que allí acontezca.

Afortunadamente existen hoy en Argentina cientos de propuestas por fin de semana con distintos niveles de organización, servicios y costos. Si la Avda. Libertador está ocupada con una carrera fastuosa, nada impide que un corredor pueda elegir otra en Costanera Sur o Lomas de Zamora porque gusta más de lo sencillo, porque la cree más popular o simplemente por su menor costo. Seguramente tendrá también algunas opciones de carreras gratis organizadas por algún municipio, o incluso por privados pues las hay. Tampoco nada le impedirá que ejerza su derecho a correr, y hasta medirse con su propio cronómetro dando giros por el Rosedal que en ese momento está libre de acceso y queda a pocos metros.

Pero si a pesar de no estar inscripto elije correr el mega evento de Libertador, será probablemente porque de él le seducen muchas de las cosas de las que incluso reniega en su justificativo; gustará tal vez de su colorido, de la música penetrante y estimulante, de la escenografía montada, del entorno social, las cámaras y probablemente hasta del glamour que rodea por ser un mega evento. Aspectos que implicaron la intervención e inversión de una organización que pretende ignorar.

Y si el motivo no fuese ese, y simplemente lo estimula su pasión por correr y el gusto de estar junto a cientos de amigos, sin hacer daño a nadie, debe conocer que para poder tener la calle libre hubo una organización que pidió autorización y abonó los cánones correspondientes, que para garantizarlo dispuso personal para los cortes afrontando ese costo, que para cruzar un campo o un parque hubo también un organizador autorizado que dispuso un sistema de marcación y señalización que sin el evento no estaría, además de contra prestar por dicha autorización. Que dimensionó un sistema de seguridad y contrató profesionales de la salud previsto para atender un determinado número de participantes, que programó la entrega de agua y otros productos pensando en cuantos corredores confirmaron su participación, que el agua que tomen otros faltará a los inscriptos que lleguen luego y que ese recurso no es infinito, que dimensionó el sonido en base a la cantidad de personas, contrató staff en cantidad acorde a cuantas personas debían atender. Dimensionó los espacios y evaluó el ancho de las calles o senderos en función de la cantidad de participantes. Y que contrató además un seguro para cubrirlos y que pesa sobre todos los actores una responsabilidad incluyendo a quienes no están anotados.

Pero incluso, si el corredor no inscripto no quisiese hacer uso de los insumos (medallas, agua, isotónico) desconoce si el organizador en conjunto con los patrocinadores planearon un evento acotado en público por estrategia de marketing, pensando incluso en exclusividad por odioso que parezca el término, la cual nadie externo tiene el derecho de violentar, pues correr una carrera no se trata de una necesidad, ni de un servicio público. Es un placer y como tal puedo hacerlo hasta solo o dando vueltas a mi casa sin molestar a nadie.

Muchas veces se piensa en uno como la persona única; que puede hacer a una organización prevista para diez mil que yo corra sin anotarme??… Sin dudas el primero en arrojar una botella por la ventana del auto pensó en que ese plástico solo no afectaría el ecosistema, sin dudas la primera fábrica que irresponsablemente arrojó sus desechos a un río pensó que sería la única y nadie ni el planeta lo percibirían. En muchos casos, los corredores fuera de carrera llegan a superar el 10% de los participantes formales, todos ellos pensando que son únicos…

Sabemos que entre los miles que hoy están asumiendo esta actitud desprolija muchos lo hacen de buena voluntad, muchas veces nos saludan a su paso diciendo; no había más lugar pero igual estoy presente acompañándote! Muchas veces portan la camiseta del año anterior mostrando su afinidad al evento. Muchas veces lo hacen para acompañar a un amigo que incluyeron por primera vez en la actividad. Entendemos su intención, pero no contribuyen al evento, no ayudan al corredor, por el contrario ocupan un espacio no previsto y representan un riesgo potencial para ellos y la organización que deberá atenderlos independientemente de su inscripción o no, la que deberá distraer una ambulancia de ser necesario y quedará un importante recurso menos para atender a quien previsoramente se anotó en tiempo y forma.

El maratón de Boston definió por décadas que no más de 10 mil corredores participarían de la misma, esto mientras NYC Marathon tenía 30 mil o Londres 50 mil. Lo hizo por marketing, por capacidad organizativa o por las razones que fueran pero cada año miles quedaban con las ganas de participar de este evento reservado a muy pocos. Imaginamos que hubiese sido si cada uno de ellos se auto adjudicaban el derecho de correrla igualmente?

Aquí no se trata de que sin corredores no habría organizadores, o que sin organizadores no habría corredores. Si la organización comercial no fuese un negocio lícito, la actividad volvería a los de la década del 80 donde la carrera más grande reunía a no mas de 1000 corredores, se corría entre los automóviles, los tiempos se conocían una semana después (cuando se conocían) y fundamentalmente se limitaban a corredores profesionales o semi profesionales porque en los planes de nadie estaba el corredor recreacional.

Fue la sinergia entre organizaciones, patrocinadores, Estado y corredores la que puso en marcha esta magnífica actividad que crece día a día y que es tan democrática que da cabida para todos los gustos y posibilidades pues hay eventos costosos, pero también los hay gratis. Afortunadamente hay lugar para todos, lo importante es que cada uno entienda donde y como puede ubicarse sin molestar ni violentar al resto.

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