K42 Bombinhas

5° Vila do Farol K42 Bombinhas

Números oficiais

Total de 1000 atletas, sendo:

  • 953 brasileiros
  • 47 estrangeiros ( Argentina, Chile, França, Itália, Peru, Uruguai)

Estados representados

  • 340 Paraná
  • 234 São Paulo
  • 165 Santa Catarina
  • 80 Rio de Janeiro
  • 54 Rio Grande do Sul
  • 80 divididos entre (Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí).

Tenho certeza que será uma grande festa regado a muito desafio físico e lindas paisagens. Veja o site da prova!

Aguarde as novidades, vou gravar e contar como foi.

Enzo Amato.

Corridas em trilha ainda para 2013

Algumas provas em trilha para quem ainda tem calendário livre para o segundo semestre de 2013.

K42 Bombinhas – SC – 17 de agosto 2013. 12 e 42km Considerada a mais bela e desafiadora maratona brasileira.

Mountain Do Canela – RS – 14 de setembro 2013. 9 e 18km.

Patagonian International Marathon – Puerto Natales – Chile – 28 de setembro 2013. 10, 21, 42 e 63km.

Mountain Do Campos do Jordão – SP – 26 de outubro 2013. 4, 9 e 18km.

Endurance Challenge Argentina – Bariloche – 09 de novembro 2013. 10, 21, 50 e 80km.

Corridas em trilha

Há muito tempo fui fisgado pelo diferente mundo das corridas em trilha, são provas únicas onde apenas um ponto em comum as definem, o contato com a natureza. No início dos anos 2000 participei da maratona trilheira em Ribeirão Pires, cidade do grande ABC, era uma prova de 42km, que depois passou para 35, 26km até virar meia maratona, com 21km, deixando a prova mais abrangente para novos corredores. Não sei se a prova ainda existe, mas lembro bem da sensação de interação com a natureza e de que tudo era bem diferente das provas de asfalto que eu conhecia, como ritmo variável, sons, cansaço, umidade, lama… tudo era diferente do que eu entendia como corrida. De um tempo pra cá muitas provas de trilha surgiram, ou passaram a ser mais divulgadas pelos meios, as organizações estão cada vez mais especializadas em oferecer boas experiências, mesmo que isso seja sinônimo de dificultar cada vez mais os percursos, mas enfim.

Deixo algumas provas que já fiz dentro da minha curta experiência nessa vertente da corrida que só cresce.

El Cruce. Da Argentina ao Chile em 3 dias, totalizando 100km com trechos demarcados para cada dia. Você só precisa estar treinado, a organização é perfeita e o preço alto da inscrição vale cada centavo. Já inclui alimentação e barraca. Fiz em 2010 e o percurso muda a cada ano.

Ultra Maratón de los Andes no Chile. Parte do circuito Endurance Challenge, tem 10, 21, 50 e 80km. Em 2010 fiz a maior distância que larga do subúrbio de Santiago e logo entra na trilha, a organização muito boa, preço justo e facilidade nos voos etc…

Mountain Do Costão do Santinho. Era revezamento e passou a ser individual em 2013, com 8, 22 e 42km, percurso variado, ora rápido ora travado, destaque para a organização que pensa em tudo.

Mountain Do Atacama. Organização surpreendente, mesmo longe de casa os caras mandam bem demais e a experiência de correr no deserto do Atacama, seja você iniciante ou não, é demais, outro mundo. 6, 23 ou 42km. Em 2013 foi a segunda edição da prova que atinge o limite de inscritos bem cedo.

Desafio Praias e Trilhas. Foi minha primeira prova realmente longa, em 2005 eu e cerca de 100 corredores fizemos 84km em dois dias atravessando Florianópolis do sul até o norte da ilha sempre por praias ou trilhas, visual incrível. Atualmente a prova é realizada a cada 2 anos e conta pontos para a Ultra Trail du Mont Blanc.

K42 Bombinhas – SC – 17 de agosto 2013. 12 e 42km Considerada a mais bela e desafiadora maratona brasileira.

Patagonian International Marathon – Puerto Natales – Chile – em setembro. 10, 21, 42 e 63km. Um dos lugares mais bonitos do mundo, corrida dentro do parque nacional Torres del Paine com paisagens de tirar o fôlego.

Endurance Challenge Argentina – Bariloche – Argentina, em novembro. 10, 21, 50 e 80km.

Assita outros vídeos feitos em 2013.

Enzo Amato

Patagonian Int’l Marathon

Bem lá embaixo no mapa, na Patagônia Chilena, 400km a noroeste de Punta Arenas, no Parque Nacional Torres del Paine, um dos lugares mais bonitos do mundo, será o palco da segunda edição da Patagonian International Marathon dia 28 de setembro de 2013. Com várias distâncias, 10, 21, 42 e 63km, a prova pode receber corredores de todos os níveis e ano passado, na edição de estreia, reuniu 380 corredores de 18 países.

“Em 2013 queremos alcançar mais atletas e ressaltar a beleza paisagística e a biodiversidade da Patagônia, seus atrativos turísticos e assim aportar o desenvolvimento  sustentável deste território”, avisa Stjepan Pavicic, fundador e diretor do Patagonian International Marathon.

Antes de ir já me faltam palavras para descrever a animação e vontade de participar dessa prova. Depois de muitos anos de corrida, é muito legal ainda ter essa sensação e cada vez mais perceber e descobrir que o mundo é muito grande para ficarmos sempre nos mesmos lugares.

Leia como foi a prova e assista ao vídeo.

Enzo Amato

Prova em trilha, dicas básicas.

Dicas interessantes para os que vão se aventurar nas primeiras provas longas em trilha.

Bastões de trekking: No início os bastões parecem só atrapalhar, mas depois que o corpo cansa e os joelhos passam a receber toda carga que os músculos já não aguentam mais, os bastões se tornam fundamentais. Um ou dois, você decide.

Boné: Importante, pois dá alguma proteção contra galhos. Nessas provas ficamos muito ligados no chão que pisamos e esquecemos da altura dos olhos. Mesmo bom motivo para usar óculos também.

Tênis: Nos modelos de trilha, a sola basicamente proporciona melhor tração e agarre, alguns são propositalmente mais duros para evitar que os pés sintam cada pedra do caminho, o que é muito bom numa prova longa. Interessante que seu pé não fique justo dentro do tênis, então ser for um pouco maior que o normal não te fará mal.

Gel diluído: Coloque 2 ou 3 sachês numa pequena garrafinha com um pouco de água para diluir um pouco, e durante a prova basta tomar água e apertar o squeeze. Assim você não tira a atenção do percurso para abrir o sachê. Acredite, você vai lembrar de comer em pontos onde não poderá tirar a atenção do percurso. Tendo que olhar onde pisa em cada passada você pode acabar postergando a alimentação, o que pode ser determinante durante uma prova longa.

Meias: Uso 2 pares, em contato com o pé, a de poliamida, que elimina o suor, a segunda, mais grossa, se for composta por coolmax, melhor, pois os pés secarão mais rápido que as de algodão, mas no meu caso são para proteger os pés e retardar o aparecimento de bolhas.

Pés: Esparadrapo, Hipoglos, vaselina… depende qual parte do seu pé incomoda ao correr em trilha e qual a distância da prova. Uso esparadrapo em algumas partes e vaselina em outras. Melhor prevenir do que remediar e ter que sofrer por isso.

Mochila de hidratação: deve ser de acordo com a distância das provas que vai participar. Para até 80km não vejo necessidade de ser maior que 10 litros. Deve permanecer presa nas costas durante a corrida, e para que isso aconteça, é preciso que tenha cinta abdominal e peitoral.

Cada item tem sua particularidade, peso, detalhe etc… por isso se tiver alguma dúvida é só escrever.

Enzo Amato

Ultra Maratón de Los Andes, como foi. (parte 3)

Leia como foi a parte 1 e parte 2

Algumas fotos da prova

Final de prova, 4:45 da tarde, a Paula e a amiga dela Laura, que mora em Santiago, me esperaram por 3 horas e mesmo assim estavam de bom humor na hora que cheguei, fiz uma massagem rápida, tomei alguns copos d’água e seguimos de carro para a casa da Laura onde passaríamos a última noite. Não reparei em quase nada quando entrei, mas logo vi que era um sobrado e que eu teria que subir e descer escadas, rs. Eu estava sujo, cansado, com sono, os pés doloridos e a fome chegaria em breve. Os dias antes da prova foram de frio, mas depois o calor predominou, tomei um banho caprichado, na velocidade que conseguia me movimentar. Minha mente já sabia que a prova havia terminado e meu corpo só queria trabalhar para a própria recuperação sem mais esforço físico, mas eu tinha que descer as escadas para comer, os dois joelhos doiam e a parte anterior das coxas mais ainda, desci apoiado onde podia, comi um belo prato de macarrão e dois hamburgueres enormes, nunca vi um desses aqui no Brasil. Era mais ou menos 6 da tarde quando fui dormir, pedindo para que me acordassem para o jantar, pois o irmão da Laura faria um churrasco típico argentino, apesar de estarmos no Chile, todos alí eram argentinos.

A Paula tentou me acordar a noite, mas disse que eu respondia como bêbado e nem me mexia, só acordei as 10 da manhã, ou seja, dormi 16 horas seguidas, acordei com muita dor nas pernas, era o início da dor muscular tardia, aquela dor que surge normalmente um dia depois de um esforço a que não se está acostumado. Ao contrário do que muita gente pensa o correto nessa situação é não alongar, e apenas esperar a dor passar, pois as fibras musculares sofrem micro lesões, decorrente do esforço físico, e normal depois de um treino bem feito ou competições, e o alongamento das fibras aumentam as micro lesões retardando ainda mais a recuperação. Acordei com bastante fome e fiz um café da manhã duas vezes maior do que o normal. Duas horas depois almoçei.

Cordilheira dos Andes

Arrumamos as malas e fomos para o aeroporto pegar o voo para Mendoza, é um voo de 40 minutos que cruza a cordilheira, o céu estava limpo, a vista era espetacular, hipnotizante, e tinha um sentido diferente para quem havia acabado de correr por lá e conhecia, pelo menos uma pequena parte, a fundo como eu conhecia.

Passamos o domingo em Mendoza e na segunda pela manhã seguimos de carro para San Juan, onde mora toda família da Paula, íamos para o casamento da prima dela no sábado e me animava a idéia de descansar a semana toda. Domingo e segunda caminhava lentamente e com muita dificuldade, sentar na cadeira era um esforço extremo, mas sentia que a cada dia a dor ficava menor. Não comi tanto quanto imaginava que comeria, abusei em algumas coisas, mas não sentia tanta fome. Na terça já caminhava melhor e fui convidado para um passeio irrecusável no dia seguinte, pedalar de mountain bike por trilhas na paisagem árida de San Juan, capital argentina do ciclismo. Estava com muito receio de que se voltasse a fazer esforço físico sentiria alguma dor que limitasse meu passeio e estragasse o treino de todo o grupo, porque não fazia a mínima idéia de como voltar pra casa sozinho.

Acordei na quarta com pouca dor, caminhava com naturalidade, mas não conseguia me agachar. Puxo a orelha dos meus alunos que querem retornar logo aos treinos depois de um desafio ou competição forte, não é porque os músculos não doem que os ligamentos, tendões e ossos estão recuperados. Você pode conseguir treinar normalmente no início, mas sentir um urso subir nas costas em pouco tempo ou pior, se lesionar.

 

Trilha de bike, muita pedra, vegetação rasteira e de vez em quando uma subidinha.

Em boa parte das cidades argentinas se faz a siesta e é nessa hora que os treinos são agendados. Almoçei, e as 2 da tarde me encontrei com um pequeno grupo, seguimos até um posto de gasolina e lá éramos por volta de 40 pessoas com suas mountain bikes e muito protetor solar porque estava 32° e na trilha não existe sombra. Pedalamos por uns 30km em 1h30min, foi um pedal tranquilo, pois a maioria tinha uma prova no fim de semana e por isso pedalaram leve. Estava cansado, mas sem nenhuma dor e o visual valeu a pena. As 4 da tarde estávamos de volta e o pessoal da cidade volta a trabalhar.

O resto da semana foi tranquilo, sinto que ainda não posso correr, e nem quero, vou esperar pelo menos mais uma semana para correr outra vez e ainda assim, sem objetivos de performance, quero “férias” para em Janeiro voltar, com vontade, para o objetivo principal do ano que é o Ironman em Maio.