Ultra Fiord, vídeo e dicas para enfrentá-la.

Foi a prova mais insana que já fiz, por isso fiz questão de saber a opinião de corredores mais experientes, e eles também consideraram a Ultra Fiord bem difícil. Assim sendo todo cuidado é pouco, e necessário.

Se eu tivesse que resumir em um palavra seria, garanta-se! A primeira edição pegou muita gente desprevenida sobre a real dificuldade do percurso, e deixou mais de 40% dos inscritos nas 3 maiores distâncias sem medalha de finisher.

Tenha comida extra, roupa extra, meias, pilhas para lanterna, outro tênis e um kit de primeiros socorros. Assim você “só” precisará se preocupar em cumprir a distância sem passar apuro por causa do equipamento.

Junto com o vídeo aproveito para deixar algumas orientações para quem pretende ir ano que vem.

  • Escolha uma distância que já tenha feito, essa não é a prova para experimentar distância nova.
  • Leve outro tênis para trocar num dos pontos de apoio, os últimos 44km antes de Puerto Natales são por estrada de terra e é melhor estar com tênis e meias limpas e confortáveis.
  • Deixe um par de meias reserva em cada drop bag. Acredite, isso não é perda de tempo, nem frescura. A prova destrói seus pés aos poucos.
  • Os pontos de apoio estão longe uns dos outros, por isso tenha comida extra e um bom kit de primeiros socorros na mochila.
  • Pilhas reserva, mais de uma troca e outra lanterna com mais pilhas no drop bag. São 13 horas de escuro por dia. Lembre, garanta-se!
  • Bastões de trekking para o trecho de montanha, um ou dois.

A parte da neve foi espetacular e não foi preciso nenhum outro equipamento específico. É mais escorregadia que o barro, só isso.

Assista aos vídeos, leia atentamente o site da prova e outras crônicas para poder se preparar e separar os equipamentos corretos. Mais detalhes na minha crônica.

É uma longa jornada no mágico mundo dos fiordes.

Enzo Amato

Ultra Fiord

Percurso da Ultra Fiord 2015

Um Fiorde é uma espécie de lago profundo em forma de U entre montanhas rochosas e acantilados. Se formaram com o movimento dos glaciares rumo ao mar, é por isso que só se encontram em regiões muito frias. O sul da Patagônia chilena esta repleta de milhares de quilômetros de fiordes, até alguns que não foram descobertos ainda. Tudo isso faz com que a Ultra Fiord tenha um ambiente místico de descobrimento do espetacular mundos dos fiordes.

Faltando menos de um mês para o encerramento das inscrições (até 7/3/2015) grandes nomes do trail running mundial serão os embaixadores do evento, como os brasileiros Manu Vilaseca nos 70km e Fernando Nazário nos 100km, também argentinos, chilenos europeus e estadunidenses, mas além das estrelas, o evento já se consagra internacional na sua primeira edição, 70% dos inscritos são estrangeiros e 17 países estarão representados.

Através do evento seus organizadores buscam promover o turismo na região, contribuindo na valorização do patrimônio e fomentando o desenvolvimento sustentável das comunidades locais. “Queríamos desenvolver uma prova que não só permitisse descobrir esses misteriosos caminhos de água”, conta o diretor da prova, Stjepan Pavicic, “se não ir além disso no desenvolvimento sustentável e na conservação da região para assim proteger os fiordes chilenos e seus moradores, preservando beleza e inocência”

Viverei essa experiência ao lado de grandes estrelas e muitos corajosos desconhecidos que terão suas histórias particulares na Ultra Fiord.

Clique e acompanhe minha preparação completa como montagem de planilha, alimentação, treinos longos etc…

Enzo Amato

Patagonian International Marathon, como chegar.

Viagem longa para chegar na Patagônia Chilena, que só faz confirmar a tese de quanto mais difícil, mais recompensador. O cansaço passou quando os 5 sentidos se depararam com as paisagens naturais e selvagens daquele lugar.

O Sacha e eu saímos de SP com objetivo de participar e filmar a Patagonian International Marathon, no parque nacional Torres del Paine. Nas 4h de voo até Santiago tivemos o prazer de conhecer a Andrea Estevam, diretora de redação da revista Go Outside, que assino desde a 1ª edição, e corredora experiente nas longas distâncias, já em Santiago mais 6 longas horas de espera no aeroporto e outro voo de 4h para Punta Arenas, dormimos lá, e logo cedo mais 400km de van para chegar no Parque nacional com uma parada no meio do caminho para participar da coletiva de imprensa e entrega de kits na cidade de Puerto Natales. A viagem pareceu longa porque tínhamos as horas contadas e no dia seguinte 63km de corrida me esperavam. Alugar um carro em Punta Arenas é o que teria feito se tivesse ido por conta própria, a estrada tem boas condições e não faltam lugares para boas fotos.

Parque Torres del Paine - Foto: Sacha Nappo

Parque nacional Torres del Paine – Foto: Sacha Nappo / MidiaSport

Haviam 2 opções de hospedagem, uma é ficar em Puerto Natales e sair bem antes da largada, já que está a 150km de distância. A outra é se hospedar algumas noites num dos vários hotéis dentro do parque, que apesar de mais caro, eu recomendo fortemente porque existem várias trilhas para percorrer depois da corrida, assim dá pra conhecer mais aquele lugar espetacular, além de estar próximo da prova.

Tanto dentro, como próximo ao parque, a estrada passa a ser de terra e pedras, também em ótimas condições.

Basta olhar onde o parque fica no mapa para ter ideia da temperatura, estávamos mais perto da Antártica do que de SP, porém qualquer ambiente interno tem calefação e você só passa frio se ficar ao ar livre.

Texto e vídeo de como foi a prova.

Enzo Amato

Patagonian Int’l Marathon, números interessantes.

Há menos de uma semana da largada trago alguns números interessantes sobre a Patagonian International Marathon.

Seremos 741 corredores, sendo 58% homens e 42% mulheres de 25 países representados. Tanto o percentual de mulheres como a quantidade de países são números impressionantes

Nas 4 distâncias da corrida teremos:

260 (35%) corredores nos 10km;

286 (39%) nos 21km;

132 (18%) nos 42km;

63 (8%) nos 63km coincidentemente.

Em 2013 seremos mais que o dobro de corredores se comparado com a primeira edição, que rolou ano passado.

A temperatura varía bastante, mas a média fica entre 5 e 10º

O grande diferencial da prova, além do cenário, é o cuidado e preservação da natureza, não teremos copos descartáveis e para isso teremos que carregar nossa garrafinha ou mochila para recarregá-la nos pontos de abastecimento, que no caso de uma prova tão austral, estarão aproximadamente a cada 8km e sem risco de passar sede. Sem contar a campanha de reflorestamento onde cada atleta representa uma árvore plantada (de verdade). A prova não oferece prêmio em dinheiro e o slogan é “Correr en la Patagonia por la Patagonia”.

Ansiedade alta só superada pela auto confiança de ter treinado bem.

Leia como foi minha prova. Assista aos vídeos.

Enzo Amato

Patagonian Int’l Marathon

Bem lá embaixo no mapa, na Patagônia Chilena, 400km a noroeste de Punta Arenas, no Parque Nacional Torres del Paine, um dos lugares mais bonitos do mundo, será o palco da segunda edição da Patagonian International Marathon dia 28 de setembro de 2013. Com várias distâncias, 10, 21, 42 e 63km, a prova pode receber corredores de todos os níveis e ano passado, na edição de estreia, reuniu 380 corredores de 18 países.

“Em 2013 queremos alcançar mais atletas e ressaltar a beleza paisagística e a biodiversidade da Patagônia, seus atrativos turísticos e assim aportar o desenvolvimento  sustentável deste território”, avisa Stjepan Pavicic, fundador e diretor do Patagonian International Marathon.

Antes de ir já me faltam palavras para descrever a animação e vontade de participar dessa prova. Depois de muitos anos de corrida, é muito legal ainda ter essa sensação e cada vez mais perceber e descobrir que o mundo é muito grande para ficarmos sempre nos mesmos lugares.

Leia como foi a prova e assista ao vídeo.

Enzo Amato