10 anos de MidiaSport.

Neste mesmo 18 de março, há 10 anos nascia o MidiaSport.

Em 2010 eles me sugeriram começar um blog e minha primeira reação foi perguntar, o que era um blog? Não praticava redação desde a escola e foi uma proposta que me tirou da zona de conforto, mas descobri algo que adoro fazer, faço por prazer e sou grato por eles terem dado esse empurrão, nesse período já foram 445 textos, muito aprendizado, questionamentos e total liberdade para escrever sobre o que quisesse. No último mês de janeiro 9.661 acessos, algo que me deixa muito contente e realizado como professor de Educação Física.

Parabéns a toda turma do MidiaSport e que comemorem bastante esses primeiros 10 anos!

Curta a página e concorra a prêmios.

Enzo Amato

Vídeos TED talks sobre esportes.

Vídeos inspiradores, motivacionais e inteligentes sobre esportes e pessoas que tem algo relevante a dizer.

Krissy Moehl: motivação nas ultras de 160km, venceu a UTMB 2009 (a conheci pessoalmente na Ultra Fiord e fiquei mais fã).

David Epstain: Comparação inteligente entre atletas do passado e da atualidade.

Christopher McDougall: Escreveu o livro, best seller, Nascidos para correr.

Diana Nyad: Nadou de Cuba a Flórida, 160km, mas quase morreu numa das tentativas.

Assistindo aos 4 já te garante uma hora de vídeos inteligentes sobre esportes, e dá uma pilhada forte para o próximo treino!

Enzo Amato

Olimpíadas Rio 2016, números interessantes.

Será a primeira edição dos jogos na América do Sul, e apesar dos atrasos, superfaturamento de obras e doping, continuo um aficionado pelos jogos.

Fico ligado na TV durante as duas semanas, mas agora eles acontecerão ao lado de casa e penso na possibilidade de perder alguns dias da TV para presenciar ao vivo.

Atletas que podem se aposentar depois dos jogos de 2016.
Foto: Divulgação

Alguns números interessantes:

  • De 5 a 21 de agosto de 2016 (jogos paraolímpicos de 7 a 18 de setembro);
  • 10500 atletas de 205 países;
  • 306 disputas de medalhas 139 femininas 9 mistas e 161 masculinas;
  • 42 esportes sendo Golfe e Rugby voltam aos jogos depois de 112 e 92 anos;
  • 34 locais de competição em 4 regiões da cidade;
  • 7,5 milhões de ingressos (3,8 milhões custarão até R$70);
  • 45mil voluntários, 85mil terceirizados e 8mil funcionários;
  • 1500 anos separaram os jogos da antiguidade (776 a.C. 392 d.C.) dos jogos da era moderna, que por iniciativa do Barão francês Pierre de Coubertin voltaram a ser realizados em 1896;
  • Das 28 edições dos jogos na era moderna, 17 foram na Europa, 6 América do Norte, 3 na Ásia e 2 na Oceania;

Citius, altius, fortius – Mais rápido, mais alto, mais forte – é o lema olímpico.

A tocha simboliza a união entre os jogos da antiguidade e da era moderna.

Os aros olímpicos representam a união dos 5 continentes.

Fonte: rio2016.com

Enzo Amato

Ciclovia movimentada, só na próxima geração.

Ciclovia não é pra você!

Os recém inaugurados 200km de ciclovias da cidade de São Paulo ficarão um bom tempo com pouco uso, elas servirão no futuro para as crianças de hoje, que praticamente nasceram sabendo que a magrela é mais uma opção de transporte. Quando eu era criança ela só era opção de lazer.

As crianças de hoje veem seus pais protegidos da chuva dentro do carro, mas também já percebem que se pode levar 10 minutos para dar uma volta no quarteirão em determinados horários ou que seria muito mais rápido andar 2 quadras para chegar na escola ao invés de mofar no carro para ser deixado na porta. As crianças hoje veem ciclovias pouco movimentadas, mas terão a chance de optar por mais um meio de transporte no futuro com naturalidade, sem parecer um revolucionário como nos dias de hoje.

Imagem: Shutterstock

Os atuais 200km de ciclovias não são uma imposição para você usar bicicleta, se ela não lhe convém continue usando o transporte que usa, mas pare de olhar para o próprio umbigo e deixe a maior metrópole da América Latina evoluir.

Na Europa as bicicletas estão inseridas e respeitadas na cultura porque depois da 2ª guerra um carro custava 11x mais do que custa hoje, a miséria era geral e a bicicleta era o mais barato e eficiente meio de transporte (era o que mais convinha). Isso foi a 70 anos, nós não precisaremos esperar tanto, mas é burrice procurar milhares de bicicletas nas ciclovias hoje.

Espere até que a geração que nasceu sabendo que ciclovia existe em SP desde que ele se conhece por gente cresça, e aí veremos ciclovias movimentadas.

Se concorda ou discorda deixe sua opinião. Você é livre para ter sua opinião da mesma forma que é para escolher seu meio de transporte. Tirar a possibilidade de escolha do outro é que não dá.

Enzo Amato.

Recorde no Aconcágua agora é de Karl Egloff

E não é que ele bateu o recorde!

Karl Egloff tirou 57 minutos do “antigo” recorde que Kilian Jornet havia estabelecido nesta mesma temporada.

11h52 foi o tempo que Karl levou para subir e descer o Aconcágua em 19/02/2015. (Kilian havia feito 12h49 dois meses atrás, em 24/12/2014)

Aproximadamente a 2750m.s.n.m. estava o ponto de partida (Horcones)

Foram mais de 4mil metros de ascensão vertical e os mesmos 4mil de descida.

A 6969m está o cume do Aconcágua.

O percurso todo foi de mais ou menos 60km.

O recorde só de subida parece que não foi quebrado, ainda é de Jorge Egocheaga, com 7h52.

A super corredora brasileira Fernanda Maciel também tentou o recorde nesta mesma temporada, mas deu meia volta ao sentir-se mal aos 6mil metros.

Minha pergunta é, o que esperar para a próxima temporada de escaladas? O que esses super atletas tentarão fazer? Já é sabido que Kilian tentará o recorde no Everest, obviamente sem oxigênio suplementar. Como disse no texto anterior, esses são os desbravadores do nosso tempo e temos o privilégio de observá-los em tempo real.

Enzo Amato.

A oportunidade perdida

Todo o início de ano é a mesma coisa.

Os programas “esportivos” da TV e do rádio tentam nos convencer que acompanhar a Copa São Paulo de futebol Júnior é algo importante, ontem as rádios transmitiram um jogo de um time fazendo pré temporada na Flórida outro dia mostravam a chegada de um dirigente a um clube. É um desespero total para tentar tirar água de pedra diariamente numa época do ano em que nada acontece no futebol brasileiro.

Ficamos reféns de um esporte e perdemos a oportunidade de saber sobre outros, saber como andam nossos atletas olímpicos em plena reta final de preparação, o Rally Dakar, a Fernanda Maciel se aclimatando no Aconcágua para tentar bater o recorde de ascensão, enfim tem muita coisa importante rolando no mundo dos esportes em janeiro, mas todos os anos ficamos nesse torpor.

Imagem: Shutterstock

É certo que é parte de um círculo vicioso, os meios vivem dos anúncios e os anunciantes procuram por audiência o que faz os meios falarem sobre a preferência nacional que sem assunto precisam mostrar como é a casa de um jogador, onde ele corta o cabelo, o que tinha para comer no casamento dele etc…

Se você tiver discernimento e souber o que está assistindo, já é o suficiente. E que venha o Big Brother!!!

Enzo Amato

Retorno aos treinos depois das férias.

Retornar é sempre incômodo, o primeiro treino depois das férias é um choque de realidade, o condicionamento parece que foi embora. A verdade é que seu corpo se acostumou com o dolce far niente. O condicionamento volta com alguns treinos, mas e os quilinhos a mais, o que fazer? Para quem já treina é fácil.

Imagem: Shutterstock

A matemática não mente, para perder meio quilo de gordura é preciso ter um déficit no consumo de 4500 cal. Levando em conta que uma pessoa precise de 2000 cal. por dia, e que uma corridinha leve de meia hora consome umas 300, é factível dizer que acumular um déficit de 4500 leva alguns vários dias.

  • O que eu sugiro? (uma dentre várias alternativas possíveis)

Treinar leve para que seja possível fazer todos os dias. É certo que quanto mais forte o treino, mais calorias se gasta, porém isso exige mais descanso. Quando eu volto de férias procuro fazer treinos fáceis de corrida e que não durem muito tempo, assim tenho certeza que consigo fazer todos os dias e sem dores. A rotina vai fazer o corpo sentir que a quantidade de calorias necessárias no seu dia a dia é diferente daquela quantidade pífia das férias e a perda de peso será gradual.

A musculação também fazia parte da minha rotina. Fiquei quase dois meses sem pegar peso e quando retornei fiz o seguinte. Reduzi 25% o peso, fiz séries de 6 repetições e dividi o treino em 3 dias para fazer um pouco por dia todos os dias junto com a corrida. É importante reduzir as repetições, pois são elas que te deixam com dor no dia seguinte.

Depois de alguns treinos você vai perceber que dá pra voltar aos poucos com a rotina de antes e fazer o gasto calórico semanal aumentar.

Tudo isso depende muito de como é sua rotina alimentar, pois deu pra perceber que é muito fácil perder pela alimentação o que o exercício consegue com muito esforço. O equilíbrio é fundamental, uma dieta restritiva demais não vai te deixar treinar todos os dias e vai inclusive afetar seu humor e raciocínio.

Este texto serve para quem já estava treinando e deu uma parada para as festas ou férias e agora quer voltar a treinar com foco em perder as calorias extras que consumiu. É bem provável que não sirva para iniciantes como resolução de ano novo.

Se ficou dúvida me escreva.

Enzo Amato

Clínica com as feras da corrida de montanha.

Já se imaginou nadando com Cielo ou batendo uma bolinha com Neymar? Pra quem gosta de correr foi assim.

Carlos Magno, o mais alto, Manu Vilaseca, eu, Fernanda Maciel, e Marcelo Sinoca – (Foto: Marcelo Fim)

A clínica com os corredores(as) de montanha da marca The North Face aconteceu em Cotia, na grande SP.

Meu grande motivador para participar era poder conhecer de perto a Fernanda Maciel, 4ª colocada na famosa Ultra Trail Du Mont Blanc, de 168km, e quem sabe correr um pouco ao lado dela. Esse estopim acabou me dando o grande prazer de conhecer de perto outros atletas que entraram para minha restrita lista de atletas profissionais que admiro.

Eram 5 estações com temas diferentes onde cada atleta falou sobre um deles, éramos cerca de 40 pessoas divididas nessas 5 estações, o que acabou deixando a conversa bem mais pessoal com grupos pequenos que trocavam de estação a cada meia hora mais ou menos, comecei ouvindo a Manu Vilaseca falar sobre a parte mental de enfrentar essas provas longas, a Rosália Guarischi sobre a realidade de todos nós, inclusive a deles, de encontrar tempo para treinar e trabalhar, depois o Marcelo Sinoca sobre as minúcias de escolher bem os equipamentos adequados para as condições da prova que vai enfrentar, aí passei para o Carlos Magno que falou sobre estratégias de prova e finalmente a Fernanda Maciel que contou sobre a preparação dela para arrasar na UTMB 2014 encarando outras provas duras como treino.

Suando a camisa
(Foto: Marcelo Fim)

Depois do café da manhã, e dessa parte teórica, encaramos a trilha com os atletas que deram dicas valiosas tanto para corredores experientes quanto para iniciantes, desde travar o abdômen nas descidas até como usar os bastões com agilidade nas subidas, então passamos para o almoço e mais momentos de interação com todos, inclusive fotos.

Como treinador o que pude aprender ouvindo cada um deles é que mesmo os atletas que brigam pelos primeiros lugares passam por altos e baixos motivacionais durante as corridas e que além da capacidade de correr mais rápido que a gente, eles também desenvolvem uma força mental muito grande para continuar. Pude também perceber no discurso de todos eles que o prazer de correr vem em primeiro lugar, seguido da capacidade de treinar e da força mental para contornar as dificuldades, é um processo evolutivo que podemos associar ou comparar com qualquer esfera da nossa vida, tanto na pessoal e profissional, quanto na esportiva.

Rosália, Lu que organizou o evento e eu.

Outros detalhes pessoais citados por eles servem para nos ensinar que a essência está em adaptar tudo para a nossa realidade a partir da prática, ou seja, não é necessário correr sem meias como o Carlos Magno, ou de short em provas com temperaturas negativas como o Sinoca, mas sim descobrir o que funciona para cada um de nós através da prática, dos erros e acertos, para que tudo culmine no prazer de se desafiar e nunca parar de explorar. Depois de mais de 18 anos de corrida pude aprender um pouco mais com eles, pena que estava tão embasbacado por estar tão perto deles que as perguntas que eu tinha na cabeça sumiram, mas me conforta lembrar de um professor que dizia que quando saímos de um curso com mais perguntas do que quando entramos é porque aprendemos algo.

Espero poder encontrá-los mais vezes antes da próxima clínica.

Enzo Amato

Clínica Trail Run Challenge.

Talvez num futuro distante seja possível juntar feras do trail running numa clínica/workshop para falar do assunto, mas hoje, com atletas renomados aqui e no exterior, a oportunidade é única.

Foto: Thiago Diz

Recentemente fui a uma corrida onde o Marcelo Sinoca estava presente, e num dos postos de abastecimento me ofereceram macarrão, peguei meu prato, sentei e comi rápido, mas mesmo assim perdi uns minutos para isso, no dia seguinte perguntei pra ele se havia comido o macarrão, pois como era um dos favoritos, fiquei curioso para saber se perdia tempo com isso ou só comia o que levava consigo. Ele respondeu que comeu sim, colocou o macarrão num copo e saiu correndo sem precisar parar…simples e fácil assim, vivendo e aprendendo!

Já comecei a anotar as perguntas que quero fazer para eles e elas…como comer macarrão eu já sei, o que mais comem, como treinam para as ultras, de onde tiram forças durante provas de mais de 160km numa tacada só…???

Tantas curiosidades, que certamente vão agradar a quem está se aventurando nas corridas pelas trilhas desse mundo.

Programação:

  • 8:00 – 8:30 hs – Recepção / Coffee
  • 8:40 – 11:30hs – Parte Teórica com atletas The North Face – Fernanda Maciel, Marcelo Sinoca, Manu Vilaseca, Carlos Magno, Rosalia Camargo
  • 12:00 – 13:30hs- Parte prática em trilha
  • 13:30 – 14:30hs – Almoço
  • 15:00hs – Interação com os atletas The North Face

Local: Espaço Buona Fortuna http://www.espacobuonafortuna.com.br

Rua dos Agrimensores, 770

KIT exclusivo do evento.

Começar a correr, seus primeiros treinos.

Como começo a correr?

Como treinador essa pergunta é recorrente.

Tudo depende do seu ponto de partida, qual seu condicionamento de hoje? Seja ele o fundo do poço, ou de alguém ativo que quer começar a correr, o início parte de onde você está hoje.

Qual o objetivo? Recomendação médica, ou chegou ao ponto de “intimação médica”, sair do sedentarismo, emagrecer…? Claro que para cada pessoa existe uma resposta diferente, mas a forma de começar é muito parecida para todos, a não ser que o médico tenha pedido algum cuidado específico.

Vou deixar uma forma de treino bem básica que funciona pra muita gente.

  • 10min de aquecimento caminhando (o aquecimento nunca é cansativo)
  • correr bem devagar pelo tempo que conseguir, mas sem passar de 3min.
  • caminhar por 3min
  • Repetir a série em negrito 4x ou até completar 25min
  • caminhar por 5min ou pelo tempo que tiver disponível.

Alterne esse treino com um dia de descanso, ou só de caminhada ou com as atividades que você já faz.

Pontos relevantes:

  1. Preste atenção no que você sente para que sirva de parâmetro nos próximos treinos;
  2. É muito importante nessa fase inicial estabelecer uma rotina, separar dia e horário na agenda para atividade física.
  3. Não exagere, se você está muito no fundo do poço seja cauteloso, se você já é muito ativo, também, deixe o corpo se adaptar a corrida por isso não exagere no tamanho do treino e nem na quantidade na semana.

Com o passar dos treinos você vai perceber que consegue correr cada vez mais tempo e que o intervalo pode ser menor, vá aumentando os desafios tirando cada vez mais os intervalos de caminhada até conseguir correr devagar por 25min, depois é hora de pensar em correr mais rápido usando outros tipos de treino. Clique aqui para ver outros treinos.

Se ficou dúvida é só escrever.

Enzo Amato